
as velas ardem sempre até ao fim
não há ano novo se continuarmos a repetir os erros do ano velho.
Friday, January 13, 2012
Wednesday, January 11, 2012

muitas vezes, escolho o pôr-do-sol como refúgio e fico ali, ao pé do rio, a ver os barcos passarem enquanto o poente avança, e vão aparecendo novas cores no céu outrora apenas azul. ao ver o sol, já quase mergulhado no horizonte, invade me um silêncio, que me revira dos pés à cabeça, para então, levar me para longe, tão longe.
é aí que me apercebo que já não faço parte do meu próprio mundo e acabo por sentir um imenso vazio – um vazio de mim. nesses momentos, não há poesia.estou só, afagada por uma solidão faminta, atenciosa, paciente, meticulosa e fiel. doi a alma. a respiração concentra-se num só ponto. os ossos estalam em desespero. é penoso estar desnudada de mim mesma.
....ainda assustada, aparece me a lucidez. infalível! e os olhos voltam à velha clareza.a tranquilidade retoma o seu lugar.com atenção olho os carros, as pessoas,os cães e os gatos, os prédios, as antenas, o mundo.... com alívio, volto ao que resta da tarde. digo olá à rotina. os próximos passos. escolho o destino. sempre. Ah! bom mesmo seria na loucura mergulhar antes do sol. e trazer do fundo do rio, estrelas cintilantes na palma das mãos.
Monday, January 09, 2012
[por dentro e por fora]FRIO
a tristeza inexiste quando se está absorto.oxigênio.a perda multiplica-se sob o efeito. no meu peito habita agora um sufoco.necessidade.abortar o fracasso.fincar as raizes dos sonhos.a dor será sempre maior que a solidão.porque esta alimenta-se da felicidade. disfarço sorrisos e forço esperanças. acredito nas palavras. fim de tarde.frio.muito frio...o inverno parece-me menor quando visto de fora. 

Saturday, January 07, 2012
Thursday, January 05, 2012
girassóis
Monday, January 02, 2012
gosto

gosto de ti. gosto de vocês. gosto de sorrisos.gosto das lágrimas que não sinto. gosto das palavras doces. e gosto de palavras amargas feitas de chocolate. gosto de sentimentos.gosto de nascimentos. gosto de estar aqui convosco. gosto de estar aqui. gosto de ser aqui. gosto de vos ler. aqui. gosto deste espaço que é meu. e vosso. gosto da partilha que nasce entre palavras.gosto desta amizade sem corpo, só alma. gosto dos beijos deixados, dos abraços tão apertados.gosto deste sufocar sem tocar.gosto de gostar. de estar aqui.
Friday, December 30, 2011
Happy New Year!
façam o favor de não se esquecer de olhar para quem mais precisa...
o mundo é das pessoas e não dos números !
vamos ser felizes, de fazer os outros felizes e
de nunca nos esquecermos de olhar para quem mais precisa...
o mundo é das pessoas e não dos números !
vamos ser felizes, de fazer os outros felizes e
de nunca nos esquecermos de olhar para quem mais precisa...

vou acender uma vela
e formular os meus desejos para este ano

que a solidão diminua

que sejamos nós proprios todos os dias

que os momentos de partilham cresçam

que se encontre o caminho

brindo contigo ao novo ano!
estamos quase lá...

Feliz

!!!!!!!!!!
Saturday, December 24, 2011
Wednesday, December 21, 2011
[in]certezas Natal
nesta época queremos Tudo.
as crianças querem brinquedos; os doentes querem saúde; os desempregados querem um trabalho;os solitários, um amor; os endividados, dinheiro; os descrentes, fé; as empresas, resultados; os políticos, poder; os famintos, comida; os cientistas, descobertas; a seca, chuva; o infindável, fim.
todos queremos tanto que não olhamos para o que já temos.
pede se mais, mais e mais.o inconformismo do “você merece”.mas merecer não é ter.
digo isto com toda a convicção porque sei que mereço muita coisa que ainda não tive.
mereço, por exemplo, alguem que goste de mim, mereço mais visitas dos amigos, um seguro mais barato,pagar menos impostos; mereço mais tempo de férias, mais álbuns de fotografias guardando momentos bons; mereço um ar mais puro, mereço ser feliz. e, no entanto, não tenho nada disso.por outro lado, tenho tanta coisa! tenho boa disposição, uma grande garrafeira, bons livros,criatividade, família, um cão muito querido, originalidade, um sofá vermelho, bom gosto e personalidade,uns olhos vivos e bonitos, palavras soltas que escorregam do céu da boca sem que eu perceba, amigos, integridade,sapatos, personalidade, um trabalho, viagens na memória e um carro sem ar-condicionado que me leva para onde eu quero.
tenho, também, os pés no chão. fotografias da infância, lembranças registadas, gosto de gelado na boca.tenho coragem e tenho medo; inteligência e ignorância; perspicácia e lentidão. tenho uma série de antônimos que fazem o meu sinônimo.abrigo uma imensidão dentro de mim, que vira e mexe ... sufocada por um turbilhão de desejos que me melancoliza.
e deve ser por isso que nesta época me pergunto... será que o quero está certo?

Sunday, December 18, 2011
é Natal!
o açúcar dos sorrisos mistura-se com o sal das lágrimas!
é Natal!
o açúcar dos sorrisos mistura-se com o sal das lágrimas!
é Natal!

comprar alegrias. o tempo esse é inflexível, tanto dá tristezas como felicidades. mas, é natal e é natal mais uma vez. mas este período para mim é melancólico ou menos feliz, um pouco vazio, talvez por ficar perplexa por ver tanta gente a tentar a data é divina.
desejo vos um feliz dia de Natal divinamente comum!
Thursday, October 27, 2011
[RENOVA]Black & White

Peguei na caneta para refle(c)tir sobre o acaso e a sorte ao ver as imagens quase simultâneas de dois campeõezinhos de 24 anos, um, Sebastien Vettel, Campeão do Mundo de Fórmula 1, a ser recebido em glória na sua cidade natal de Heppenheim na Alemanha, o outro, Marco Simoncelli, herói semanal dos G.P. de motociclismo, a chegar à sua Cattolica em Itália, dentro de um caixão, porque em Sapang, na Malásia, morreu por uma unha negra; 5 cm e estaria vivo e a sorrir como estava sempre. Mas era assunto demasiado empenhativo para mim e então, lembrando-me que uma cara colega que tenho o bem senso de ouvir, me alertou para o facto de eu andar ultimamente obcecada por aquilo que ela chama de sindroma do Renova Black, voltei página e é assim….
Ontem fomos todos brindados com um regurgito de honestidade serôdia que obrigou alguns governantes da costa das negociatas a abrir mão do subsídio a que têm direito por lei pelo facto de não terem residência a menos de 100 km da capital. A verdade é que as três personalidades em questão, embora declarem a sua residência fiscal longe de Lisboa, têm na realidade alojamento dentro dos fatídicos 100 km. Aquele que mais impressão me fez foi o Ministro da Defesa que, tendo residência oficial no Forte de S. Julião da Barra, paga por todos nós, recebia o seu subsídiozito, não digo à socapa, mas com uma conveniente discrição. Agora que um órgão de comunicação social denunciou a anomalia legal, vêm estes senhores que nos deveriam governar, num aparente acto de solidariedade social, renunciar àquilo a que nunca teriam renunciado se não tivessem sido denunciados. E aqui entra a minha paranóia: o que os Senhores Ministros e Secretário de Estado andaram a fazer até agora foi a usar o Renova Black limpando o dito cujo sem que a cor da dita cuja fosse detectada por olhos mais distraídos, esquecendo-se que os portugueses, a quem. interna e externamente têm tentado e conseguido fechar os olhos e tapar a boca, não permitiu que lhe tapassem também o nariz, e foram por isso traídos pelo mau cheiro.
Já não chegava pagarmos a presumíveis ladrões (Armando Vara), presumíveis assassinos (Duarte Lima), presumíveis vigaristas (Dias Loureiro), presumíveis corruptos (Jorge Coelho), vira casacas presumíveis oportunistas (Zita Seabra), presumíveis faxistas de Macau (Carlos Melancia) e até a presumíveis honestos (António Vitorino), subsídios vitalícios que, apesar de legais, ofendem a moral, a decência e a ética; e quando a lei tem estas características de insuportabilidade, alguém tem obrigação de não a respeitar.
Ontem fomos todos brindados com um regurgito de honestidade serôdia que obrigou alguns governantes da costa das negociatas a abrir mão do subsídio a que têm direito por lei pelo facto de não terem residência a menos de 100 km da capital. A verdade é que as três personalidades em questão, embora declarem a sua residência fiscal longe de Lisboa, têm na realidade alojamento dentro dos fatídicos 100 km. Aquele que mais impressão me fez foi o Ministro da Defesa que, tendo residência oficial no Forte de S. Julião da Barra, paga por todos nós, recebia o seu subsídiozito, não digo à socapa, mas com uma conveniente discrição. Agora que um órgão de comunicação social denunciou a anomalia legal, vêm estes senhores que nos deveriam governar, num aparente acto de solidariedade social, renunciar àquilo a que nunca teriam renunciado se não tivessem sido denunciados. E aqui entra a minha paranóia: o que os Senhores Ministros e Secretário de Estado andaram a fazer até agora foi a usar o Renova Black limpando o dito cujo sem que a cor da dita cuja fosse detectada por olhos mais distraídos, esquecendo-se que os portugueses, a quem. interna e externamente têm tentado e conseguido fechar os olhos e tapar a boca, não permitiu que lhe tapassem também o nariz, e foram por isso traídos pelo mau cheiro.
Já não chegava pagarmos a presumíveis ladrões (Armando Vara), presumíveis assassinos (Duarte Lima), presumíveis vigaristas (Dias Loureiro), presumíveis corruptos (Jorge Coelho), vira casacas presumíveis oportunistas (Zita Seabra), presumíveis faxistas de Macau (Carlos Melancia) e até a presumíveis honestos (António Vitorino), subsídios vitalícios que, apesar de legais, ofendem a moral, a decência e a ética; e quando a lei tem estas características de insuportabilidade, alguém tem obrigação de não a respeitar.
Lembrem-se que a desobediência é um dos motores do progresso civilizacional e que foi infringindo a lei que se fez o 25 de Abril.
Não viremos as costas aos produtos nacionais respeitando o credo provinciano “gravetista” de Boliqueime, mas regressemos ao Renova White por todos os óbvios motivos e por mais este, não dispiciente, que acima expressei.
Não viremos as costas aos produtos nacionais respeitando o credo provinciano “gravetista” de Boliqueime, mas regressemos ao Renova White por todos os óbvios motivos e por mais este, não dispiciente, que acima expressei.
Tuesday, September 20, 2011
Saturday, August 27, 2011
Friday, July 22, 2011
Saturday, April 30, 2011
Wednesday, April 27, 2011
Monday, April 25, 2011
Saturday, April 23, 2011
Sunday, April 10, 2011
DO QUE SE NECESSITA PARA A FELICIDADE?[PÉTER KÁNTOR]
Posto assim,
não muito:
dois seres, uma garrafa de vinho,
queijo do país,
sal, pão, um quarto,
uma janela e uma porta,
lá fora, que chova,
chuva de longos fios,
e claro, cigarros.
Mas, ainda assim,
de muitas noites
apenas uma o duas vezes resulta,
como os grandes poemas
de grandes poetas.
O mais é preparatório,
ou epílogo,
dor de cabeça,
ou espasmo de riso,
não se pode,
mas deve-se,
é demasiado,
mas insuficiente.
Friday, April 08, 2011
Wednesday, April 06, 2011
O QUE HÁ EM MIM É SOBRETUDO CANSAÇO [Manuela Costa Ribeiro]
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas
Essas e o que faz falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Sunday, April 03, 2011
caminhar
caminho pelas ruas,
atravesso estradas reconheço trilhos.
no asfalto, passos largos, passos finos.
há sempre um caminho, bom, mau, até o destino.
chegar agora, ir embora daqui a pouco.
registo os caminhos nos rostos expressivos
que na rua encontro.
as pedras rolam pelo chão a cada passo meu.
caminho descalça.
encontro acasos. sem abraços apertados.
olho... vestígios dos caminhos, indos e vindos.
os meus pés sangram...

Monday, March 21, 2011
Saturday, March 19, 2011
vou apanhar o autocarro....
faz parte estar perdida
faz parte começar outra vez a acreditar em mim
faz parte quere sentir na ponta dos pés...
faz parte ir atrás dos sonhos...
vou...pelo menos tentar...

Thursday, March 17, 2011
de Francisco José Viegas, As Jovens
Há um sinal nos seus verdes corpos ao sol
desfolhando trevos, lábios, olhares quase
transparentes através da tarde. Por vezes
nas suas vozes concentram-se todos os sinais
da sede. Silenciosamente fumam e riem,
é quase em silêncio que amadurecem,
estendem os dedos na relva, verdes corpos.
A solidão é terrível diante deles, consentida
a seus olhos na protecção dos cedros. O que
fere nesse momento é conhecer, agora,
a eternidade e a morte, uma dor infinita
que adormece desejos e lábios sobre os gumes
das estações. As hastes da tarde, douradas, morrem
no interior da vida, na solidão do seu riso.
desfolhando trevos, lábios, olhares quase
transparentes através da tarde. Por vezes
nas suas vozes concentram-se todos os sinais
da sede. Silenciosamente fumam e riem,
é quase em silêncio que amadurecem,
estendem os dedos na relva, verdes corpos.
A solidão é terrível diante deles, consentida
a seus olhos na protecção dos cedros. O que
fere nesse momento é conhecer, agora,
a eternidade e a morte, uma dor infinita
que adormece desejos e lábios sobre os gumes
das estações. As hastes da tarde, douradas, morrem
no interior da vida, na solidão do seu riso.
Tuesday, March 15, 2011
Sunday, March 13, 2011
?
Friday, March 11, 2011
be alone
a pior das coisas de morar sozinha é estar doente e não ter ninguém para me dar um copo de água!
Tuesday, March 08, 2011
Sunday, March 06, 2011
carnaval

ando cansada. tão vazia. sem saber para onde ir. ando de lá, para cá. mas também não me importo.ninguem olha por mim.sinto me descrente. não sei o que aconteceu comigo.
cansei me mesmo. nada muda e tudo piora.
já aqui escrevi tanto, hoje em dia escrevo tão pouco, para não estar constantemente a lamentar me. vocês não tem obrigação de me ler. mas ao mesmo tempo penso, porra este espaço é meu, o pouco que tenho, logo escrevo o que me sinto, o que vai cá dentro e se não quiserem ler, sintam se a vontade, e saiam, que eu compreendo.
os meus pecados devem ser enormes. e devo estar a pagá los todos nesta vida.eu sou uma idiota total e completa. se calhar, podia dividir em outras tantas vidas, e resolvi passar tudo nesta.
mas eu quero que venha tudo de uma vez só, percebem? porque todos os dias piorar a prestações, poe me em stress. prefiro que a tempestade caia de uma vez só.. depois seco me, curo a gripe, e com sorte tenho um pouco de sol-bonança.
não são sou forte como alguns pensam, o que eu tenho é uma boa mascara.eu que odeio o carnaval. e somente poucos sabem que não sou nada assim.
será que existe um limite para brincar ao carnaval? se existe eu estou quase a atingi lo.já não tenho vontade de me levantar todos os dias.apetecia me fugir mas não sei para onde.farta de olhar pra as pessoas e as coisas sem as ver.de ter um coração que é um catu...mas ja nem ligo.
eu não consigo ser uma figura carnavalesca , é isso.
Thursday, March 03, 2011
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