Monday, July 09, 2007

Eu sou só eu...

Eu sou só eu...
O stress, a rotina,
A dormência,
Um nó...
Um grito mudo
Choro sem lágrimas,
Eu não me entendo...
O meu corpo reage
E esmorece...
Fico só,
Porque meu corpo
É só corpo
Só...
E a minha alma,
ausente e inquieta
Que quer ficar...
Mas foge de mim,
sem vencer a tirania
da minha mente cansada.
[Edward Hopper -Hotel Room]

44 comments:

inominável said...

e toda a gente e o ruído à tua volta... tu és sobretudo o não tu... tu não és sobretudo só tu... seres só tu é uma impossibilidade ontológica... e eu prefiro que continues a ser uma possibilidade....

eu... said...

muito bonito... a imagem traduz bem o texto...neste mundo estamos t�o s�s...por vezes rodeados de gente e s�s... o pior � quando percebemos isso... a solid�o assuta-me
um beij�o

Dias... said...

Bom Poema, gostei...

Penso que quase todos somos feitos dos mesmos males, depois, dependemos da vontade com que cada um empurra virtudes da alma para alimentar ou não a mente.
Eu prefiro ir alimentado-a, e tu, mesmo sentada na cama, ombros rendidos, pareces-me anteceder um qualquer levantar para longe da estagnação.

Bom post

Beijo

Romany said...
This comment has been removed by the author.
Romany said...

Muito bom.

As mentes cansadas ou não, a haver alma, não mpoderão nunca retê-la. É de outra qualidade e por certo maior...

:)

Alphynho said...

Em dias com muito vento, as velas só ardem até onde ele permite :o)
Há dias assim, em que o "eu é só eu"... e normalmente, esses dias coincidem com a segunda feira lol
Boa semana :o)

A said...

Quando a alma se ausenta do corpo, j� n�o sobra nada a n�o ser o desistir. Vamos l� velas! Procura essa alma que o teu corpo precisa dela!
Beijinho com alma

amazing said...

Compreendo-te!
Identifico-me também um pouco.
Mas não te podes deixar vencer por isso.
Ontem, por exemplo, na escuridão da noite e com a ventania infernal a bater à porta a parecer que queria entrar e fazer-me companhia na noite escura e no eco caseirom, sente-se algo só nosso, que só nós conhecemos. A saudade, talvez...
Beijo minha amiga.

PS - Num gosto dessa velinha. Nem pareces tu.

Opintas/Bernardo Kolbl said...

E cada vez mais.
Um abraço.

pn said...

velinhas

estás a precisar de sol e de umas mergulhetas numa piscina calma, de águas límpidas, numa aldeia serrana, onde os ares ainda têm validade...

serenidade said...

Por vezes convém que deixemo-nos guiar pela alma, ela sabe sempre o que faz!

Serenos sorrisos

Brain said...

Velas,

Seres TU,
Nunca será seres "só tu"!

Seres TU,
É o mais pleno que um ser pode alcançar.
A partir daí,
Tudo é acessório.

Quando incorporares esta realidade,
Deixarás de te sentir só,
Deixarás de te sentir cansada,
E estarás,
Pronta para desafiar a vida.

Digo-to,
Porque acredito no que digo,
Como tudo o que digo e faço.

Beijo.

PS:As tuas visitas regulares têm sido BEM notadas. Obrigado pela tua presença e palavras.

Sea said...

o "Só" manifesta-se de muitas formas.
Toma vários corpos,
sombras.

Mais do que cansaço,
Sinto-me profundamente dormente.

um beijo

Dawa said...

Por vezes a solidão da alma sabe bem... mas só às vezes mesmo.
Beijinhos!

Naeno said...

ECOS

Muito de mim foi ficando
Nos sonhos de cada idade
E outros tantos deixando
Pelos cantos da cidade
Muito morri por amor
Até sofri de verdade
E o que de mim foi sobrando
Dei de gastar em saudade.

Tudo o que em mim habita
Fui transformando em poesia
Uma pessoa bonita
A eternidade de um dia
Ou uma cidade antiga
Um roçado se chovia
Às vezes palavra amiga
Ou um gesto de alegria

De uma manhã de agonia
Ou então da tarde calma
Ou de uma noite vadia
Fui construindo minh’alma
Do que me sobrou da vida
Eu fui compondo a canção
Que simples e comovida
Embala meu coração.

Sendo assim sou e serei
O que de mim me sobrou
Não sou capacho nem rei
Nem palhaço sonhador
Sou o que a vida oferece
E o que invento componho
O meu destino se tece
Na tessitura de um sonho.

Um beijo
Naeno

VICIO said...

essa tua alma deve ser pior que o meu neurónio! não pára quieta um bocadinho!

(já meti o nome da musica como me pediste)

Teresa Duraes said...

bem vinda ao clube. a melhorar devagarinho...

beijos para ti. não te esqueças, vai e vem, vai e vem

PintoRibeiro said...

Um quadro que me toca imenso.
Bjinho.

borrowing me said...

velinha,
que lindo...

eu sou apaixonada por quartos de hoteis... mas prefiro lá estar sem chorar...

bjs e até já

©õllyß®y said...

Has vezes uma pausa é importante e descançar a mente...

Doce beijo

Jotabê said...

todos temos dias que ficam plenamente definidos com essas palavras, se bem que solidão pode ter variadas razões e realidades

a essas palavras que por vezes também são minhas acrescentava só a vontade de ir sem rumo e pressa para um qualquer sitio solitário lá longe, bem longe....

:|

beijoca

poca said...

tens textos como este, em que me leio nas tuas palavras...

antes não..

Su said...

entendo.t na perfeição

jocas maradas

Pink said...

Me too...me too!!!
Mas parece q anda mt gente assim, ñ é?
Bem, junto-me ao clube!
(nem sei se ando assim só por causa d cansaço...ñ sei...já não me conheço)
Até!

Bia said...

Bem, identifico-me completamente com o teu estado de espírito...
nem sei como é que ás vezes consigo sair da cama..
Beijinhos!

Maçã de Junho said...

Assim far-se-á da própria vida uma vida feliz. Feliz nas horas de ascenso e nas horas de derrota. Feliz na alegria e na tristeza. Porque, na felicidade, prazer e dor interpenetram-se. Até o estertor final pode conduzir à felicidade pela convicção de que se morre bem. Não pode haver felicidade sem dor, porque esta é inseparável da vida. Que se sofra! Mas que as vontades saibam amordaçar o sofrimento para triunfar. E, para isso, é necessário forjar nos peitos o desinteresse pessoal por prazeres efémeros, a rijeza do aço para lutar, o esclarecimento das exigências dos sentidos. Através da dor e da angústia, corações ao alto!

Se a felicidade é dada pela satisfação da linha de conduta, pela satisfação de que se procede bem, nada, nada, nem os gritos da própria carne esfacelada, nem lágrimas de emoção, nem a revolta instante e desesperada, podem destruí-la. Porque, acima dos próprios gritos, das próprias lágrimas, do próprio desespero, fica sempre a certeza duma vida voluntariosa e independente ou – se se preferir a expressão – recta, leal, digna.

Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas I, 1935-1947, edições Avante!

Beijo com cheiro a corpo salgado!

M

A said...

Velinhas... Já tinhas os tomates e agora... Ficas também com os grelos! Passa por lá tens uma prendinha para ti!
Beijinho

poetaeusou said...

+
LINDA
+
O MEU BLOG ESPERA-TE
+
JI
+

Mateso said...

"Eu sou só eu..." em cada página do livro que vivo, sou só seu.. em cada folha do meu gesto ,sou só eu... embora longe do meu eu.. sou só eu, porque me vejo em mim...
Gostei!
Obrigada pelas visitas ao meu cantinho.
Bjinhos.

DairHilail said...

lindo esse grito...

mariazinha said...

chorar faz bem, é terapêutico... mas com lágrimas faz melhor... com a enxurrada sai o entulho.
beijos

Belzebu said...

Porque será que os quartos de hotel são frequentemente o nosso depósito de lágrimas e local preferido para introspecção?

Vou-me mudar para uma Pensão!

eheh!! Um abraço infernal!

Mina said...

Também tenho momentos desses...E o que nos ajuda? Sonhar...
Bjs!

Memórias de Um Sorriso Luso said...

Não me restam dúvidas Velinhas, os portugueses andam com a moral muito em baixo.É triste, ler os comentários que te deixam aqui e perceber que imensa gente se sente só, frustada, e desamparada.Não sei a idade de quem comenta, mas alguns têm a mesma que a nossa,e não vejo qualquer réstia de óptimismo.Triste...

Para ti, um Grande beijinho,(se o texto pretende mostrar o teu estado de alma fico sem palavras) para os outros,uma maior força e alegria.

SEJAM FELIZES

Utzi said...

Muito bonito... Tantas vezes nos sentimos assim...
Gostei imenso.

Um beijo

Carracinha linda! said...

A Memórias de um Sorriso Luso tem razão: andam por aí muitas que se sentem tristes e sós e sem optimismo.

Quanto a ti, espero que a tua alma se acalme e não fuja de ti.

Tu podes não te entender...mas tu tens um sentido. Um caminho em frente para percorrer, deixando para trás estes momentos mais baixos.

Beijinhos

cm said...

a dualidade ...de um "eu" tanta vez "conflituoso"..um abraço

saudosista do futuro said...

somos SOS
e só o corpo.
as conFusões
nele e o resto
à volta.

--------------

reVolto.

un dress said...

a alma sabe nadar.voar...

e


voltar... :)






*

Lu.a said...

Que coincidência, hoje também postei um poema...

Espero que estejas bem...

Bjs :)

little_blue_sheep said...

:*

Letras de Babel said...

descreves a vida, velas. de todos nós. pelo menos de quem vive...


______________.


bjs

mitro said...

A pior das companhias é a solidão!

André L. Soares said...

Bom dia! Belíssimo poema. Aliás, não apenas esse. O blog todo é de muito bom gosto e os textos são ótimos. Por enquanto li somente os últimos posts. Excelentes mesmo! Depois voltarei para ler mais. Estou dando um ‘passeio geral’ pelos blogs relacionados à literatura, principalmente poesia e prosa. Gostei muito do seu blog. Vou adicioná-lo ao meu blog, bem como favoritá-lo no ‘blogblogs’, para que possa visitá-lo mais vezes. Quando puder, visite também meu blog, no endereço: [ http://poemasdeandreluis.blogspot.com ]. Sinta-se à vontade... a casa é sua,... e, gostando,... por favor, também adicione meu blog e, se for o caso, ao seu ‘blogblogs’, ‘techinorati’ etc. Vamos tentar ampliar a rede de intercâmbio artístico-cultural, influenciando-nos e aprendendo mutuamente. Grande abraço!