Wednesday, April 30, 2008

Para o bem ou para o mal!

Para o bem ou para o mal!Há coisas que não passam. Umas ficam guardadas, no fundo de um bau, como peças de roupa que nunca saem de moda e que caem sempre bem. Afectos, que passaram a lembranças, como aquela camisola velhinha mas com a qual fico sempre quente e protegida, quer esteja mais magra ou gorda.Mesmo os amores que um dia me fizeram chorar, aos poucos se tornaram um eterno pedaço de mim que não acaba mas que se renova com um outro amor.Tantas vezes penso encerrar a minha própria memória mas basta uma palavra que seja para me fazer correr na direcção de um passado que, bem guardado, jamais se esgota.No entanto,certas imagens teimam em sair dos álbuns de fotografias para me atormentar. Mas a minha sorte é que certos olhares nunca couberam nas fotos. Transbordavam deles, dissolvendo se no papel sem deixar vestígios.

Queria ter certezas. Loucas, incompreensíveis. Certezas que ninguém pudesse compreender, ou aceitar. Certezas mutantes que durassem apenas um segundo. Certezas que não se poderiam parecer com certezas.Certezas que para muitos não seriam certas para serem minimamente levadas a sério. Mas que ainda assim me dariam a calma e segurança da ausência de dúvidas, do não hesitar, do não precisar decidir - apenas seguir em frente. Certezas que não fossem certas demais. Apenas o suficiente para que eu pudesse crer. Para o bem ou para o mal!

20 comments:

Pearl said...

Não somos nós, o conjunto das coisas que guardamos (na memóris, armário ou coração) adiccionadas às que almejamos, misturadas com as que amamos???

Luis Eme said...

não precisas de tantas certezas...

ficavas a saber quase tudo, Velas.

abraço

Roderick said...

Só passei para te dar os parabéns. Atrasados, mas parabéns de qualquer modo.
E sê muito, muito feliz.
Beijos

Sérgio Figueiredo said...

Há coisas que estando no baú são sempre recordadas e podes crer que não são só as boas. As más também lá estão mas...camufladas.

Certezas, quantas eu não gostaria de ter. É uma palavra que não nos diz nada sobre o amanhã. Persiste a dúvida e essa é uma certeza.

Beijo

Lídia said...

... nada é garantido... para quê as certezas? O que são hoje ... no amanhã podem ruir. Bjs luminosos :)

inBluesY said...

já nem sei o que te dizer.

por um lado acho que assim tb não ias gostar, acalçavas certamente uma certa paz, mas perdias algum do sabor, por outro já cansa ... tudo ser assim, dificil.


bjs

D'age said...

A única certeza... esta é das melhores cançoes que já ouvi. Inveja de não ser minha.

Mas pronto... cada um é como cada qual e eu tenho as minhas... outra... nova... como um olhar... sobre o nosso mar... dentro...

BJ

Paulo Sempre said...

De passagem...antes do terminus do arder das velas.
Até sempre.
Paulo

nuvem said...

Minha querida... Tão poucas são as certezas que temos nesta vida... Mas há algo que me conforta no meio da incerteza... Saber que tudo tem uma razão de ser, tudo tem um sentido, por mais difícil que seja distingui-lo no meio desse intenso nevoeiro de dúvidas.

Mil beijos

pn said...

hum
estás a precisar de um bom cozido ou de um escoado beirão...

PintoRibeiro said...

Vai ao berloque da Laurinda Alves...eheheheh...
Bjinho, bom fim de semana.

melgadoporto said...

A “certeza” é do mais violento que existe.
E assim é porque não existe.
É um puro sofisma.
Existem sim as nossas certezas.
Por essas devemos lutar “para o bem e para o mal”.
Nelas reside a alma de sermos nós mesmos.
O resto vamos resolvendo quando surge :-)

Maria Laura said...

Não sei se alguma vez teremos certezas, a não ser a daqueles instantes e pessoas que guardámos em nós... para o bem e para o mal.

Zélia said...

As recordações ficam sempre... por mais que queiramos apagar... mas a vida continua certo?! :)

Carracinha Linda! said...

Há coisas que guardamos no baú. memórias, emoções, sentimentos, recordações do que foi, lembranças do que se passou. Confesso que por vezes desejava perder esse meu baú. Sei que ele faz parte mim. Cada um de nós tem um baú desses. Mas hoje é um daqueles dias em que gostava de ter perdido o rasto do meu...

A vida ainda há-de dar umas boas voltas, disseste tu. A vida de alguns sim. Não a minha. Só se for para pior...

Beijos...

PavlovDoorman said...

Certezas que a mente teima sempre em ludibriar. Em camuflar, pois por vezes a mente tem esse estranho desígnio do auto-linchamento...

Menina das Velas este texto e a música que tem a tocar são uma combinação sublime, um é o Tira o outro é o Misú... Deliciosos

Beijos
(trabalhando, mas sempre com um tempinho...)

maria josé quintela said...

a certeza que precisas é utopia. para o bem e para o mal...


um beijo.

Maçã de Junho said...

para quê ter certezas hoje quando elas se dissipam amanha?
porque até a relatividade é relativa.... tens apenas a certeza de ti mesma....

beijo muito muito muito muito grande

M

Vanda said...

Velinha,


as certezas mudam conforme os tempos e as vontades.


Certeza em ti.


Essa sim, imutavel.


Beijinhos

Su said...

as certezas..nuncas as teremos


mas entendo.t tão bem...........nesse querer........

jocas maradas...........sempre