Mais que a dor do amor Viver a dor, me doeu Eu quero mesmo é ser feliz Amar, amor Quem não semear, Não vai colher Ai, de quem é um E nunca será dois Por não saber... Quem irá me valer? São pessoas, é a caminhada Quem irá me valer? São meus sonhos no pó da estrada Quem irá me valer? É o sorriso que guardo comigo Quem irá me valer? É o segredo de fazer amigos...
um dia as estrelas voltam a brilhar, numa manha, numa tarde,numa noite...
quando menos esperava.
a leitura do poema de Sophia, uma musica de Debussy, ou tao somente contemplaçao do tempo recuperado, feito dadiva, despertam me para a alegria de uma (re)descoberta das incandescentes estrelas.
depois de 2 dias fechada a dormir, atacada por uma virose, sim, volto à rotina de minha sitcom,trabalho-casa, meio sem graça, mas minha. repleta de acertos e erros .sinto me limpaaaaaaa!!!!!
nunca fui uma personagem, vivo a realidade, porque a minha sitcom não é uma farsa, mas um conjunto de dados biográficos. soltei me dos julgamentos alheios.
a minha vida a passa a ser, a partir de hoje, uma página em branco a ser preenchida com o que der e vier, desde às referencias que me transformam (sempre presentes) à ultima dor na consciencia, ao ultimo gole, ultimo golpe.
por isso volto a [tentar] assumir o controlo da minha vida.
A felicidade é uma estação intermédia entre a carência e o excesso. [roubada a uma amiga, Isabel Duarte d'Almeida Santos]
um momento
um texto
Quando vai acabar o nosso amor?Vai acabar quando não estivermos à espera que acabe, sem mesmo se fazer notar. Só depois, mais tarde, quando se tenta recordar e se começa a perguntar: como foi que aconteceu? e não se consegue voltar lá, só então se sabe que acabou o nosso amor. Vai acabar sem que saibamos. Só depois, quando já irreparável, é que ficamos a saber que há muito tempo, demasiado tempo, acabou o tempo do nosso amor, uma coisa passada.
(...)"Não vale a pena pensares nisso. Nem no fim nem no princípio. Não vale a pena sequer pensar no princípio nem no fim. Não existem sequer. O amor não tem tempo, vive sem nós. Nós é que vivemos no amor durante um tempo, num movimento do amor. Mas o amor, esse vai continuar, não tem maneira de acabar."
(...) Estamos tão pobres de amor, meu amor. Sente-se tanto, nota-se tanto essa pobreza, esta falta, nunca tanto foi assim tanto, podes crer, meu amor.É nesta falta, tão pobres dele, que ele cresce, tem de crescer ainda mais, acredita, meu amor.E do que eu gosto mais em ti é dos teus defeitos, dos teus pecados, da tua mentira que odeias. Para se gostar mesmo, como eu gosto de ti, é preciso dar atenção ao de que não se gosta nada das outras vezes, mesmo nada, isso é que é gostar como eu gosto de ti, é isso, só isso, que me faz gostar de ti.
(...) os teus feitos são mortais, mas os pecados, esses são só teus. E meus, se tu quiseres.
Há dias em que nos vestimos de fadas, de asinhas e varinha na mão e tentamos tudo por tudo para sacar uma boa gargalhada. Se a varinha estiver avariada, e as asas danificadas sobra sempre a magia da palavra. E amiga que é amiga sabe o que dizer na hora certa...
Todos os dias sussurro para mim mesma, mantém o equilíbrio. Tudo te persegue, tudo assusta, a tua vida inteira depende de um frágil fio e de um azar injusto. A tua vontade não pode grande coisa. Não percas o pé. Mantém o equilíbrio [Amalia Bautista]
açúcar ou sal?doce ou amargo? agridoce? falta açucar. talvez à vida também seja isso que falta. sucessão de momentos alegres e tristes. esta altura do ano é para mim um descompasso no coração. como se o tal pedaço de músculo quisesse sair de mim . mas é ao mesmo tempo, a delicadeza dos silêncios necessários. para ser um momento feliz tem que ser simples, sem necessidade de maiores explicações. ao longo dos anos aprendi que as geografias íntimas não se descrevem ou decoram... ficam na ponta dos dedos, em silêncio.e a memória da pele atravessa os tecidos e corre no sangue, misturando a lucidez e a insensatez. sim, este texto é sobre o natal.
estes ultimos meses de 2010 têm sido trabalhosos e cansativos.acontece muito e tudo.
e acaba por ser o céu a contar me tantas coisas. hoje saí antes das oito da manhã de casa. um céu cinza chumbo povoado de nuvens descuidadas.
dias assim levam me a pensamentos esquecidos.uma vontade de retomar planos, juntar palavras de dentro e construir frases. simplicidade. não temer as minhas frases mesmo que os sentimentos sejam desencontrados.
desejos. de aproveitar no tempo só as coisas boas. de viver no tempo tudo o que for realmente significativo.olhar o presente e conseguir ver: plenitude, serenidade, harmonia.
ando assim. taralhoca.com esta escuridão logo a meio da tarde. tento lembrar me a última vez que me senti amada, desejada e querida.
fui buscar o tubo de cola e vou colar todos os fragmentos da minha história com um unico fim: ser feliz.acto raro em mim.
preciso de me apaixonar.reinventar uma maneira de seguir em frente , sem temor, apenas com a vontade de chegar ao outro lado. uma vontade louca de tirar os pés do chão de vez em quando. olhar olhos nos olhos o que não conheço com prazer!
mas este é um coração que ficou frio.que precisa de cuidados. carinhos quentes, cheiro a lavanda, mantas felpudas, chá de menta. a intenção do bem guiando o olhar.ainda vivo, entre belezas das páginas de tantos e tantos livros, imagens de filmes e sons de músicas que me fazem viajar.
apetece me sentir vertigens. mas ainda sonho com uma vida mais calma, sem tantas máscaras diárias e sofrimentos desnecessários. estou cansada de acordar com raiva de mim. por isso, hoje resolvi lavar a roupa. toda a roupa suja acumulada nos últimos anos. moro numa cabeça que parece constantemente desarrumada. e eu já não suporto a minha confusão mental.volto a focar me.estou farta das muitas palavras e da pouca acção... vou acreditar em mim, sem necessariamente ancorar o meu navio em portos alheios.
a procura do meu caminho, é a prova viva de que o amor não acabou em mim .