Friday, July 25, 2008


de madrugada acordei.não sei se o silencio se o agitar do meu corpo.

procurei um lapis.um papel.

tentei coordenar ideias gigantes.deconexas.

roubar palavras.colorir pensamentos.

da minha insonia tentei fazer um rascunho...não consegui.

nasci assim.

para dizer o que sinto.mesmo quando não sinto.

sem dedos apontados.

dizer o que penso.sem medos.sem culpas.

transcrever sentidos.afagar entrelinhas.

um ponto final é sempre um ponto final.

uma virgula em mim não faz muito sentido.

24 comments:

Vício said...

por vezes uma virgula é precisa!
serve para fazer uma pausa, acrescentar algo que complemente o que dizemos e até, quem sabe, mudar de ideias...

bom som!
e bom coiso ;)

pin gente said...

escrever como sono a desviar-nos os sentidos ou a despertá-los... tantas vezes me acontece!
fico-me pelas reticências


abraço

fatima pb said...

hummm, gosto especialmente dos !!!!

:)

Um beijo!

PavlovDoorman said...

Todas as pausas são por vezes essenciais Menina das Velas, uma vírgula ou até mesmo um ponto e vírgula podem ser úteis em momentos inusitados...

Beijinho

Dawa said...

Bom fim-de-semana, com algumas virgulas... ajudam a parar para respirar.
Beijinho!

poetaeusou . . . said...

*
virgula
sem ponto
aponto
o método
virgula,
sem ponto
é tonto
e aponto
pronto . . . .
,
Conchinhas
,
*

PintoRibeiro said...

Ponto final, sim, subscrevo.
Bjinho,

Emma said...

"quero"
dar os parabéns pelo blog.

sou ... .

Mateso said...

Os pontos e as vírgulas precisam-se no sentir de cada hora. A vida é vírgula perdida no ponto final de cada rua, avenida,cidade...o que sei!
Bj.

Lu.a said...

Bom fim de semana Velinhas! :)

pn said...

da minha insonia tentei fazer um rascunho

uma virgula em mim não faz muito sentido

perfeitas, estas duas linhas de força do teu texto!

miak said...

Escreve sempre, a meio da noite, numa pausa de dia agitado, mas sempre.

Bia said...

"nasci assim.

para dizer o que sinto.mesmo quando não sinto."

Subscrevo...

antonio said...

Curioso, o que primeiro me ressaltou na tua escrita é que os teus pontos finais são virgulas. Sem espaços... coloridas, iludindo o salto entre o que se leu e o que se segue, ou talvez sejas mesmo assim, uma pontuação em noite de insonia. Um seguir, feito de prazer de ler.

Pedro Branco said...

Por vezes é no cruel vazio que tudo acontece. Uma dor que se levanta; uma saudade que dança; um sorriso que se escolhe; um grito... uma lágrima... uma canção. É por vezes no vazio sonolento e embriagado de nós que existimos. Eu adoro este vazio terrível e fervilhante que me consome. Apesar de tudo, do vazio fazemos nascer um rio. Tu fazes. Beijo

Pedaços de Cereja said...

Tb gostava de poder transformar as minhas insónias em rascunhos numa folha.

Beijinhos *

mariazinha said...

sem medos. sem culpas.

assim é que é.

:)
beijo*

L * E said...

Todos os sinais fazem falta...

Um abraço.

Mãos de Veludo said...

é naquele momento à noite, do R.E.M. que tudo acontece... o eu real mistura-se com o eu onírico... e um papel que daria tto jeito nessas alturas...

Su said...

ponto final............paragrafo:)

jocas maradas..sempreeeeee

nuvem said...

Lindo, este poema. Gostei imenso.

Beijinhos

Dias said...

És assim e é assim que nos tens aqui.

Um Mundo sem virgulas acabava mais depressa... mas eu sou suspeito :)

Beijos fortes

Teresa Durães said...

um ponto final marca o compasso

Luís said...

adorei a imagem...

tens-te em tão má conta...

bjs Velas

(luis eme)