Monday, December 04, 2006

O Cacto- Gosto de cactos !

O Cacto

O deserto era certo.
Certo o sol, sem recato.
O cacto lutou com o deserto.
Venceu o cacto.

O cacto inventou espinhos
para não transpirar
guarda orvalho nos bolsinhos
para de dia brincar.

Vê no tormento certo
certo o sol, sem recato.
O cacto lutou com o deserto.
Venceu o cacto.

O cacto no remanso
do seu passinho quieto
burrinho manso
menino esperto

esperto
certo
senhor de si.
Queima o deserto?

O cacto ri.
(A Moeda do Sol, Mário Castrim)

talvez porque há dias em que me senti bem melhor do que hoje............

"A vida é uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos. "(George Bernard Shaw)

10 comments:

amadis / pintoribeiro said...

Tu e eu. Assim. Bom dia, abraço.

Pierrot said...

O cacto é um sinal da perfeição da natureza.
Tal como é perfeito este poema e a citação de Shaw.
Ou seja, nota 20 para este teu post.
Bjos daqui
Eugénio

Cris said...

a vida afiou o cacto! E muitos de nós deviamos seguir o seu exemplo, não nos deixarmos vergar à força dos elementos.... sentimentos e pessoas!

Um bjo e eu tb gosto mto de cactos!

Cris

Jotabê said...

Coitado do cacto, analogia de um mau dia teu!
Coitado do cacto, com uma culpa que nunca mereceu!
Coitado do cacto, fama espinhosa que alguém sempre lhe deu!
Coitado do cacto!
Coitado!

:)

Beijos

Era uma vez um Girassol said...

Cacto não, muito obrigada!
Nem plantas com picos, nem peludas, como as begónias...
Para peluda...basto eu!
Bjs

Giorgia said...

o poema é magnifico, quase me sinto envergonhada por não o conhecer... não gostava de cactos, nem por isso, mas agora, com a visão do cacto que ri...

beijokas enormes

naoseiquenome usar said...

O cacto é um sobrevivente!!!

Estranha pessoa esta said...

Que o teu metal seja aquele que ... te faz forte.
Na alma, no riso... no sorriso.

Ricardo Ramalho said...

Uma vez ofereci um cacto a alguém que amava profundamente... :)

Relembraste-me esse dia. :)

Kisses

Su said...

gosteiiiiiiiiiii
jocas maradas