Sunday, June 08, 2008

alegrias e tristezas
o caminho
uma companhia
cheia de devaneios.
perco me sem sair do lugar
e isso alucina me.
não acompanhar
as minhas divagações
confundem me as recordações.
querer sair
sem voltar
sem saber onde estar.
quebrar ciclos
terminar com as alucinações.
ir
mesmo que em outras circunstâncias
não fique a lembrança
apenas a confiança
de que um dia irei voltar.



algumas coisas devem ficar apenas na memória
enquanto esta for um bom lugar.
depois, que se percam.
é inútil tentar salvar qualquer coisa que seja.
está morto.
os pensamentos não precisam de enterros.
precisam existir e depois partir.

Friday, June 06, 2008

somos todos escorpiões?

às vezes durmo um sono profundo, como um sedativo de mim mesma, esperando um grande estrondo para despertar. quem sabe uma trovoada seca, que se ouve parecendo que a própria Natureza explode a sua raiva no céu fazendo os corpos estremecerem na terra. um misto de medo e alívio porque sei que estrondo não vai durar mais do que um instante.as grandes catástrofes são como uma espécie de percalços que a vida me apresenta: começam e terminam numa questão de segundos e soltam sobre mim toda a ira e me lançam ao chão, como se todo o meu mundo precisa se de ser reconstruído.

a vida continua a exigir acção.movimento.não adianta querer que o planeta não gire enquanto não conseguir encontrar o meu caminho.os meus pedaços perdidos como um quebra-cabeças são o meu eu ou que já fui.ao ver que as peças são muitas até posso não saber por onde começar mas sei que o farei.aprendi que não me adianta entregar tudo.

vou continuar a dormir, fechar os olhos com força e criar um novo mundo, onde é permitido colorir a cores, a jogar com a realidade, a lançar perfume, a mostrar a verdade e a razão, a não mascarar o feio e a fazer voar a consciência.e quando o despertador insistir em tocar vou atirá lo o mais longe possível, com a mesma força que gostaria de arremessar alguns dos meus problemas.se calhar já sonhei de mais, a trovoada barulhenta despertou me, parecendo que o sol enfeita, sem ter perdido o poder de aquecer.

talvez seja altura de sair de trás do muro, que protege mas não deixa viver, que esconde, e abrir bem os meus olhos mesmo sabendo que eles a princípio rejeitarão a claridade por não estarem habituados a ela.


Parábola do escorpião e do sapo:

O escorpião queria atravessar o rio, mas tinha medo de se afogar. Pediu que o sapo o levasse.
O sapo respondeu: Eu, não. Você pode ferrar e matar me.
O escorpião discordou: É claro que não! Imagine. Se você morrer, nos afogamos os dois.
O sapo acreditou. Fazia sentido. Então colocou o escorpião nas costas e começou a atravessar o rio. Antes do final, sentiu a ferroada.
Enquanto os dois se afogavam, ainda perguntou: Mas escorpião, porque fizeste isto, mesmo sabendo que ias morrer???
É a minha natureza - respondeu o escorpião, antes de descer para as profundezas.


somos todos escorpiões? ou não?será impossivel lutarmos contra a nossa natureza , contra um padrão que repetimos a vida inteira, mesmo sabendo que não é o correcto ou que não nos vai ajudar em nada? ou uma das coisas boas do ser humano é poder romper esse padrão?

Tuesday, June 03, 2008

és tu primavera??



flutuam
bolhas verdes flutuam.
nas mãos
o som
do tic tac do relógio.
enquanto procuro
descobrir por quantas ruas terei de passar
até esbarrar na tua sombra...
tua??
uma forma de saber
se estou perdida
na estação...
estação?
perdida?
és tu primavera?
eu.....
à espera...

Sunday, June 01, 2008


"...A gente vai lá e ama sem legenda, sem tecla SAP, sem dicionário. O importante não é a roupa da moda, mas o beijo de entrega. Não interessam as bobaginhas de butique, mas a maneira de abraçar.Olhar vale mais do que mil conversas.Uma conversa vale por uma noite de amor..."
Maurício Cintrão

Thursday, May 29, 2008

Monday, May 26, 2008

o grito

não sei.


sem que percebesse esvai me.


Como as cores que desbotam,


as nuvens mutantes


ou um corpo seco.


a minha mão escapou aos meus dedos


a cruel distância


das horas no tempo.


o que foi eterno em mim


perdeu-se numa esquina


das que a vida tem.ocultas.




quanto tempo? até descobrir que não me conformo.

eu quero. alguma coisa que permaneça mesmo que tenha fim.
como um sorriso sincero ou uma dor profunda.

Saturday, May 24, 2008

Wednesday, May 21, 2008

desafio 6 palavras

dias em que o cansaço vence até as ondas,
e então o azul do mar fica mais tranquilo.


A Maria desafiou me para brincar com 6 palavras!Eu convido a um mergulho de espuma os amigos:


Red



Maariah


PavlovDoorman
fatima



Xanax


Teresa Durães


rjl

Sunday, May 18, 2008

pernas-depilar ou rapar...

um retrato do passado.sei que vi algum.talvez opine. equivoco do que não vivi.talvez até pense.sorri ao ver a minha substância.desdenhosa índole rebelde e calma.direi, ao menos a mim:
subi os degraus de uma casa solitária.provei das bebidas mais alcoolicas.misturei-me mel com pimenta. duvidoso...prazer!

fugir dizem é uma arte. pois eu não sou artista.desci as escadas.a porta, fechada, as pessoas na porta.a porta aberta e eu não tinha descido escada nenhuma.abro um livro que abandono.deixo partir sem sair.passar.correr .tudo foge e eu inerte.dispersar. retirar.esconder.desaparecer.cair. o fugitivo é desertor.um traidor.a porta abre-se.a campainha toca.eu não fujo.o sorriso pode não ter graça: mas é meu!
o crime e o castigo.a vida será sempre assim.procurarei morrer sorrindo de uma beleza que espero conceber na lealdade comigo própria e com os que me rodeiam. mas sei que no mundo haverá sempre os que depilam e os que rapam as pernas.


Thursday, May 15, 2008

A a Z



All Stars.os meus tennis preferidos



Bolo de bolacha.



Cor.a minha preferida é o amarelo



Doidos.uma espécie de atracção



Espanhol.Cinema espanhol.



Feitio.Mau feitio ou personalidade forte



Garrafa de tinto.



Hoje.viver um dia de cada vez.



I….do meu nome.



Kill Bill.



João, o meu irmão.



Livros. muitos e muitos.
Musica.uma companhia perfeita.



N é a décima quarta letra do alfabeto.



Olhos.espelho da alma.



Planície alentejana.
Quarto; o meu em dois tons de azul.



Rádio Macau.
Simão
. o meu cão.



Taj Mahal...porque deve ser lindo.



U2. a melhor banda do mundo.



Verão azul.

Warhol, Andy



Xi coração.



Zooropa(não me lembro de mais nada).

Wednesday, May 14, 2008


Eu não sou eu nem sou o outro,

sou qualquer coisa de intermédio:

pilar da ponte de tédio

que vai de mim para o Outro.
Mário de Sá-Carneiro

Sunday, May 11, 2008

o mundo pelo avesso


hoje...pensei no tempo.esse ser, sem espaço, sem dimensão mas que prende como uma teia de memórias distantes.épocas que se viraram.algumas com saudades.outras não.às vezes não sei em que momento estou: agora, ontem, sempre, amanhã, qualquer dia.sem certezas.perco me na imaginação e viajo para um qualquer lugar. aquele lugar, onde tudo está desenhado de forma perfeita.

todos os dias há uma noite lá fora. perigosa e cintilante.uma noite enredada nela mesma, negra e inquieta.com chuva, sem estrelas e com o ar demasiado gelado para este tempo de Primavera.mas existe também uma noite aqui dentro. no coração.silenciosa e solitária...

quero mudar de vida. em vinte e quatro horas. dormir triste e acordar alegre. quero um telefonema que arrepie e me tire a voz.um e-mail que me faça ficar sem as palavras. quero esperar por algo, mesmo que não chegue nunca. não sei para onde é o caminho mas sigo a caminhada. sem ter para onde, sem ter porque.será importante saber?!. não sei.sei que não quero o fim nem o começo quero o mundo pelo avesso.

Monday, May 05, 2008

faz parte

algum dia dou conta.conta do que queria há tanto tempo, os planos,os desejos e os sonhos mirabolantes... algum dia dou conta.conta de que não é por aí. faz parte.se calhar é isso. não existem a soluções mágicas para a vida. e seria bom saber? não.absolutamente.claro que não.faz parte. dar tudo e não pedir nada em troca. e acreditar que um dia, o mundo para e percebe. algum dia dou conta.que não.o mundo não percebe. só cobra mais.talvez aí pare de querer mudar o mundo. entre a vida valer ou não a pena existem poucas coisas. é preciso estar no meio da tempestade para tê-las. dói e deixa marcas, mas faz parte. e assim se vai fazendo o caminho. e está tudo bem.trilhar caminhos de um outro mundo. pensamentos convergentes.como pedir aquilo que posso dar e me é dado aquilo de que preciso. eu tenho.tu tens. e vamos ser aquilo que somos capazes de dividir. a inquietação do que ainda não vivemos. o calor de tudo o que tenho agora.as incertezas do sentimento. faz parte.

Saturday, May 03, 2008

este poema diz muito de mim

Não parti, mas já não sei voltar.
Ando às voltas a esquecer quem sou.
Bebo a noite até o Sol chegar.
Ele sempre me encontrou.
Só o Amor me faz correr.
Só o Amor me faz ficar.
Só o Amor me faz perder.
Só o Amor me faz querer mais.
Não sei viver sem ter de viver.
O que me dão já não sei gostar.
Não se perde o que não se quer ter.
Cada vez mais sem esperar.
E se for a primeira vez, que os teus dedo
tocam a luz da manhã.
Dá-me a tua mão.
Respira o ar do dia.
Talvez nada mais.
[Acordar- Radio Macau]
Recebi este selo de amizade da Su que me oferece o seu XanaX todos os dias e ao qual agradeço a companhia, as palavras, os momentos e claro a amizade atribuida.Este selo é uma corrente da blogosfera e já que passou por mim irei dar continuidade e que consiste em copiares o selo aqui no blog ( ou no Gospel Gifs http :/ gospel-gifs.zip.net ), nomeares 10 blogs amigos e visitares cada um deles a avisar da nomeação. [Se foste nomeado por alguém, passas adiante e visitas os outros nove blogs que foram nomeados contigo]Mas importante, importante mesmo é selares os teus amigos com amizade. Eu vou mudar isto aqui um bocadinho, e como quem conta um conto lhe acrescenta um ponto, vou selar 11!

RED

Wednesday, April 30, 2008

Para o bem ou para o mal!

Para o bem ou para o mal!Há coisas que não passam. Umas ficam guardadas, no fundo de um bau, como peças de roupa que nunca saem de moda e que caem sempre bem. Afectos, que passaram a lembranças, como aquela camisola velhinha mas com a qual fico sempre quente e protegida, quer esteja mais magra ou gorda.Mesmo os amores que um dia me fizeram chorar, aos poucos se tornaram um eterno pedaço de mim que não acaba mas que se renova com um outro amor.Tantas vezes penso encerrar a minha própria memória mas basta uma palavra que seja para me fazer correr na direcção de um passado que, bem guardado, jamais se esgota.No entanto,certas imagens teimam em sair dos álbuns de fotografias para me atormentar. Mas a minha sorte é que certos olhares nunca couberam nas fotos. Transbordavam deles, dissolvendo se no papel sem deixar vestígios.

Queria ter certezas. Loucas, incompreensíveis. Certezas que ninguém pudesse compreender, ou aceitar. Certezas mutantes que durassem apenas um segundo. Certezas que não se poderiam parecer com certezas.Certezas que para muitos não seriam certas para serem minimamente levadas a sério. Mas que ainda assim me dariam a calma e segurança da ausência de dúvidas, do não hesitar, do não precisar decidir - apenas seguir em frente. Certezas que não fossem certas demais. Apenas o suficiente para que eu pudesse crer. Para o bem ou para o mal!

Monday, April 28, 2008

coisas da MiUdA

Desafio da Miuda aceite!


Qualidades- Temosia

Defeitos- Teimosia

Gostos- Cheiros, cores e sentires.

Não passo- Sem algumas pessoas.

Detesto- Mesquinhez e Inveja.

Família- Amores.

Homem-2.O pai e o meu irmão.

Mulher- A Mãe.

Sorriso- Todos aqueles que são sinceros.

Perfume- A oriente.

Carro- Dualidade.Às vezes penso que é necessario outras nem tanto…

Paixão- O meu cão.

Amor- Fogo que arde sem se ver.

Olhos- Castanhos e brilhantes.

Sal- Mar.

Chuva- Sol.

Mar- Calmo ou revolto.Um bom mergulho.

Livro- Cem anos de Solidão de Gabriel García Márquez

Filmes- Tantos, tantos…Cinema Paraíso, Filadelfia, Má educação.

Música- One U2.

Dinheiro- Contas e mais contas…

Silêncio- O meu.

Solidão- Presente.

Flor- Margarida.

Sinceridade- Sempre.

Sonhos- As vezes esqueço me de sonhar….

Cidade- Lisboa.

País- Pois não sei…Conheço alguns mas não escolho nenhum.

Eu tenho esperança de um dia ser muito feliz.

Nunca vou deixar de ser quem sou!

Friday, April 25, 2008

Wednesday, April 23, 2008

um pensamento recorrente

se não mudar de direcção, termino exactamente o meu caminho no ponto de partida.

Sunday, April 20, 2008

sound


transformar o mutável.o silêncio em som.os dias fazem se de canções.canções com notas soltas de instrumento nenhum.instrumento chamado vida.um simples suspiro apresenta se sonoro como parte de uma canção.cada lágrima perdida é o intervalo de notas.percurso de um coração.e cada passo dado escreve uma pauta sem fim.ritmo.surge a vontade de mudar de nota, começar outra sequencia,mas ...a música essa continua muitas vezes a mesma.às vezes alterna se o estilo.ainda assim, faz se de si.parte dela mesma.que importa...a escolha do ritmo ou do toque é de cada um.tocar um instrumento.ritmar a vida.ou ouvir!quem sabe apenas...apenas ouvir!

Thursday, April 17, 2008

hoje falo de mim

aqui partilho o que tenho
não como tenho
mas como sou.
hoje falo das borboletas
as borboletas que sinto no estomago,
que fogem para os olhos
e me acariciam a pele,
com os beijos das suas asas.
são assim
as borboletas que sinto no estômago.

aqui partilho o que tenho
não como tenho
mas como sou.
hoje falo do meu sabor
do sabor que me compõe
necessito de mim
preciso do meu paladar
provo-me e
aprovo-me.

aqui partilho o que tenho
não como tenho
mas como sou.
hoje peço te
janela
que espelhes
e espalhes
a minha luz .

Tuesday, April 15, 2008

"principe" parvo

Eu tentei. A serio que tentei, não escrever uma unica linha sobre este puto a quem chamam principe Sonae e a quem eu apenas chamo parvo.Parvo, simplesmente porque não me apetece perder o meu tempo a enumerar os nomes que lhe pudia adjectivar.Não estou para ai virada...
Diz o puto, de dezoito anos, Tomás Azevedo, neto de Belmiro, numa entrevista à Visão, onde é tratado com veneração e principescamente:

''É um menino-prodígio, mas anda de transportes públicos. Não tem a tentação de ir de carro e motorista para a faculdade?
A minha família não sustenta esse tipo de nível de vida. Nunca foi o nosso estilo ter uma vida ostensiva ou muito acima da média. Não vou dizer que a minha vida seja a de um português normal, porque não é. Os portugueses em média são pobres e os menos qualificados da Europa. Não tenho grande contacto com esse Portugal real ou com esse Portugal pobre. Mas sei que ele existe porque os números não mentem. E quando vejo as estatísticas da UE e da Eurostat é inegável que Portugal é um país pobre. Um católico diria que a única coisa que temos a certeza é que vamos morrer. Um cínico diria que vamos morrer e pagar impostos. Eu diria que vamos morrer, pagar impostos e que o dinheiro dos nossos impostos vai ser mal gasto.


Fala muito de ricos e pobres, da exclusão social. Há muitos licenciados que são caixas de supermercado…
Porque a economia portuguesa não conseguiu adaptar-se às exigências do mundo actual e não consegue absorver as pessoas qualificadas. A grande culpa é de quem não soube aproveitar o dinheiro que a EU deu para reconstruirmos a economia com base no conhecimento e não na mão-de-obra barata.

E sabe quanto ganha um caixa de supermercado? Aceitava trabalhar como operador de caixa?
Se me desafiassem para ir conhecer o negócio do retalho como um anónimo que dá o seu contributo e a cara perante o cliente, aceitava o desafio. Mas sinto – e muitos têm o direito de sentir – que posso contribuir mais para a criação de valor do grupo e para o país, se puder usar mais o cérebro e menos o físico. Mas um caixa deve ganhar 600 euros líquidos.

Acha bem?
Nem bem nem mal, é o país que temos, que é mau. No século XXI, numa sociedade civilizada e inserida na UE, 600 euros só se justifica porque a economia tem tanta incapacidade de absorver as pessoas, que há quem aceite trabalhar por 600 euros.

Quando um licenciado aceita ser caixa de supermercado está a fazer pela vida. Ou não?
Com certeza. Tenho imenso respeito pelas pessoas que trabalham. O problema é a quantidade de portugueses que não querem trabalhar. Ainda recentemente uma notícia dava conta de uma empresa em Guimarães [a Amtrol-Alfa, multinacional americana] que não conseguia arranjar trabalhadores. E um licenciado que trabalha por 600 euros/mês, claro que é alguém que faz pela vida. É também verdade que 600 euros pode não ser a remuneração adequada para alguém com qualificação superior. Mas também é verdade que se essa pessoa não estivesse inserida num grande retalhista, como a Sonae ou a Jerónimo Martins, por exemplo, e tivesse, em alternativa, de trabalhar numa mercearia, as probabilidades de progredir na carreira eram muito inferiores. Na Sonae, se for bom e merecer, sobe na hierarquia. Tendo em conta que a geração de valor de um trabalhador da sonae é muito superior ao pib per capita em Portugal,
embora a Sonae pague mal aos seus colaboradores, não paga pior do que os seus concorrentes. E paga melhor do que a média das empresas portuguesas. ''

Se eu fosse tola, ie, não fosse viciada em noticias, estudos e da area de económicas, não tivesse um emprego no qual os dias se fazem em contacto com as PME portuguesas, não soubesse as dificuldades que as familias portuguesas passam e nestas me incluo, a ginastica que faço para chegar ao final do mês, diria que este moço era um verdadeiro génio.
O problema é que os meus dias não se vivem tendo como base a conta bancária deste menino.Em que os pobres apenas se vêm da janela...não...eu todos os dias faço contas, ando na rua e vejo pessoas a dormir na rua, empresas a fechar todos os dias e pessoas a cair no desemprego.
Eu cruzo me com mães que no supermercado dizem aos filhos que não lhe podem comprar uma gelatina porque não tem dinheiro para isso, gente que vai aos caixotes aproveitar o lixo dos outros e miudos que passam os dias sozinhos porque os pais não tem dinheiro para pagar um ATL quanto mais um colégio.
E este miudo é tratado como um ser excepcional uma vez que anda de transportes publicos.Será que esta jornalista ou o jovem Azevedo já andaram de metro de manha ou ao final do dia onde pais viajam com miudos ao colo e outros pela mão e não porque gostem!Sim, estes pais não tem escolha, ou seja, não preferem andar de transportes publicos a andar de motorista como este puto.
Gosto de ouvir falar de pobreza quando se te um rolex de ouro no pulso, se fazem ferias de Inverno e de Verão, se prefere comprar um fato dos bons que ir à Zara afinal não sou eu que digo é ele mesmo..que não tem contacto com esse Portugal real ou com esse Portugal pobre.

E porque já vai longo, e a minha paciência, furia e desilusão com este tipo de gente atinge limites em que fico fora de mim, deixo o melhor para o fim...Pois é a Sonae paga 6oo euros a um caixa, que trabalha sabados e domingos, e paga mal como ele diz, mas o pior é como conclui o sua sabia opinia, dizendo que não paga pior do que os seus concorrentes e que até paga melhor do que a média das empresas portuguesas. Só faltou dizer que o problema é da conjuntura.

Puto podes ser rico, esperto e de certeza que vais ser importante na vida mas por esta entrevista percebe se que és um PARVO!
Ah! E já agora aprende que a culpa não é do país..O país é feito das pessoas que nela vivem e que contribuem para que a vida dos mais desfavorecidos seja menos pesada!A culpa é de pessoas como TU!

Sunday, April 13, 2008

zapping

preciso de um sintoma de liberdade.o som de uma gargalhada.


tenho frio, estou gelada no calor que queria sentir. estou cansada de mais uma noite de domingo. rio me do meu polegar,dos meus zappings.estou gelada.sem o suor da loucura.estou cansada. queria ser uma borboleta, uma girafa ou um animal qualquer, queria mudar apenas mudar.
tenho frio, estou gelada. sei lá, farto-me de rir.gargalhada solta em cada mudança de mais um canal. flashes.flashes da muita luz que me cega, que não me deixa ver, assim como a sombra que me cega o olhar. queria fazer um montão de merdas.tudo num só bocado. mas descobri que o caminho mais curto para fazer muitas coisas é apenas fazer uma só coisa de cada vez. tenho frio, estou gelada de tanto me rir. comando em punho em zappings.embrulho.embrulho me numa manta às bolas. amarelas e laranjas, o fundo branco.conto as bolas num exercicio de cabeça, apenas bolas. rio.o som de mais um sorriso.
tenho frio, estou gelada. sintoma de liberdade ao som de mais uma gargalhada. afinal, com uma gargalhada rasgada vou conseguir acordar os deuses.

Thursday, April 10, 2008

"Então expliquei-lhe que o lavagante é principalmente um animal de tenebrosa memória, paciente e obstinado, e terrível nos seus desígnios. Contei-lhe como ele serve o safio que está nas tocas submersas levando-lhe comida a todas as horas, e como a sua existência anda presa a essa serpente estúpida de grandes sonos, vendo-a engordar, engordar, até saber que a tem bloqueada, incapaz de sair do buraco porque o corpo cresceu demais, enovelou-se e não cabe na abertura por onde podia libertar-se. Nesse momento, fica sabendo, o lavagante servil aparece à boca da toca do safio mas já não traz comida. Vem de garras afiadas devorar o grande prisioneiro que alimentou durante tanto tempo”.[Lavagante, José Cardoso Pires]

todos os dias me cruzo com pessoas assim.a alma desta gente é uma folha manchada de café. aquela gota negra sugando a alvura da textura seca do papel. suja.a lógica passa a ser guiada pelos interesses.e as emoções? contrastes!a força do grito e a suavidade dos lábios. a fragilidade da pele e a inquietude da pulsação. o sol rende se à lua.


que a paz invada a violência. é preciso ver com o coração e não com olhos. ver gente diferente e melhor...mas o caminho é rodeado de seres híbridos. será que um dia o ser vencerá o parecer???

Monday, April 07, 2008

castelo de nuvens


sou futuro, passado e presente!

eu sou a proxima onda que rebenta na praia.

sou futuro, passado e presente!

eu sou nuvem passageira que com o vento se vai.

sou futuro, passado e presente!

eu sou como um cristal bonito que se quebra quando cai.

não adianta escrever o meu nome numa pedra pois essa pedra vai transformar se em pó.

sou futuro, passado e presente!

aprendi que a vida corre contra o tempo...

e que sou um castelo de nuvens à beira do mar!

Friday, April 04, 2008

uma pequena estória simples

gestos.ele fazia pequenos gestos para que ela reparasse nele
olhares.ela pensava no porque dele não olhar para ela.
ele tentava chamar a atenção dela. ela não procurava atenção, afinal já tinha a dele.
ele tentava arrancar lhe um sorriso sem que ela percebesse.mas não conseguia reparar nas expressões do seu rosto controladas pela sua timidez.
ambos pensavam simplesmente em estar juntos.mas sentiam-se tão afastados ao mesmo tempo. entristeciam.
nenhum dos dois percebia que suas mentes pensavam em uníssono.
que as suas almas sentiam o mesmo calor.. .um do outro.
meses, dias, horas.
talvez, simplesmente,ainda não fosse a hora certa.
talvez devesse ser tudo tão mais simples.
mas quem disse que existem coisas simples?
ele odiava a dificuldade.
ela achava graça e um tanto excitante tudo isto.
ele jurava que se declararia da próxima vez.
ela prometia fazer se dificil.
a hora certa chegaria,
paciência.
confiança.
certas coisas não têm motivo ou razão
apenas acontecem.
mas no fim,
bem no fim..
ele não avançou e
ela não disse que“sim”.

Wednesday, April 02, 2008

Sunday, March 30, 2008

porque

eu sonho com o impossível,
eu sou a que sempre espera
a que se alegra com nadas
que o mundo ignora.
Eu
estou inevitavelmente
desamparadamente
confusa ...
por isto
ou por aquilo...
por muitas coisas.
talvez,
porque está calor...
porque choveu hoje.
porque em casa não tenho nada para fazer...
porque na rua não me apetece estar,
e porque isso nem é novidade.
porque eu não canto
porque eu não danço.
sim,
porque as vezes eu penso em cada coisa....
mas nem sempre é fácil arriscar.
na verdade existem
na minha cabeça
porquês infinitos...
ao contrário das respostas.

Thursday, March 27, 2008

portishead @ coliseu de lisboa




«Esteja alerta para a regra dos três, o que você dá retornará para você. Essa lição você tem de aprender. Você só ganha o que você merece»


Gostei muito mas muito mesmo!




Maariah este momento é para ti.(Tu sabes porquê.)

Viva o teatro!

O actor acende a boca.
Depois os cabelos.
Finge as suas caras nas poças interiores.
O actor pôe e tira a cabeça
de búfalo.
De veado.
De rinoceronte.
Põe flores nos cornos.
Ninguém ama tão desalmadamente
como o actor.
O actor acende os pés e as mãos.
Fala devagar.
Parece que se difunde aos bocados.
Bocado estrela.
Bocado janela para fora.
Outro bocado gruta para dentro.
O actor toma as coisas para deitar fogo
ao pequeno talento humano.
O actor estala como sal queimado.
....
Ninguém ama tão publicamente como o actor.
Como o secreto actor.
Em estado de graça.
Em compacto
estado de pureza.
O actor ama em acção de estrela.
Acção de mímica.
O actor é um tenebroso recolhimento
de onde brota a pantomina.
O actor vê aparecer a manhã
sobre a cama.
Vê a cobra entre as pernas.
O actor vê fulminantemente
como é puro.
Ninguém ama o teatro essencial como o actor.
Como a essência do amor do actor.
O teatro geral.
O actor em estado geral de graça.

[Herberto Helder]

Wednesday, March 26, 2008

Lá, onde estás, não ouves.
Lá, onde estás, só podes ler sinais nos meus lábios.


Presta atenção. Mesmo os mortos, continuam a viver.

Nestes textos que te estou a ler,soletrando,deixo cair imagens.
Sim, sim, podem ler-se. Não te vou dizer quais, ou talvez, lá longe, acabe por...


[Um beijo dado mais tarde Maria Gabriela. Llansol]




Sinto me tonta.
Sinto me só.
Sinto me triste.

Sunday, March 23, 2008

ás de copas já saiu e é a minha vez de jogar

ás de espadas é morte

ás ouros é sorte

ás de paus é horror

ás de copas é amor.

o baralho da vida

no jogo

contra ou favor

do encontro,
onde
o nascimento é vida
e
a despedida é dor.

no começo tudo é poesia:

magia,

todas as cartas são brancas!...

Friday, March 21, 2008

delicioso

Qual a cor do céu?
Como se explica que numa noite de estrelas haja quem não queira olhar o céu...?
Talvez porque só possamos tocar nas feridas quando alguém se deixa tocar.
Todos somos imperfeitos, mas aí é que reside o belo, pois são essas imperfeições que nos tornam seres únicos.
Conversas íntimas, entre mulheres, que gozam de uma liberdade neste cabeleireiro que não têm no mundo exterior.Um filme delicioso e com uma banda sonora belissima.




Dia da Poesia! Viva os poetas!

Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. -
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito?Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado?
Sem dúvida...
Tenho um presente?
Sem dúvida...
Terei um futuro?
Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...
[Alvaro de Campos]

Thursday, March 20, 2008

o meu cão é que sabe!

Acreditem nisto que vos vou dizer:o meu cão é que sabe!


Eu vivo com um cão. Simão de Mello Breyner de seu nome. O meu melhor amigo é muito protectore ciumento em relação aos rapazes.Acho normal, afinal somos só 2 para o que der e vier.O veterinário também diz que é na cabeça dele tem que me proteger ...Macho protege fémea!Até aqui tudo bem!
Os meus amigos vêm cá a casa, no inicio é muito chato mas depois acaba por saltar, brincar e dormir no colo deles.Adora o Tiago, o Paulo, o Hugo, o Nuno...com alguns deles ficou amigo logo à primeira.(Com as amigas é um doce...digam lá que não é espertalhão??)
No entanto, à pouco tempo conheceu o D. e a situação agravou-se, muito antes da nossa amizade passar a um relacionamento (vou chamar lhe assim...)curto. O Simão detesta-o.Queria morde-lo, não o suportava!O D .disfarçava mas percebi que para além de ter medo não gostava dele.
O Simão esse não ia mesmo à bola com ele...nem quando ele lhe trouxe um osso... olhou o com desprezo!
O D.revelou-se uma desilusão.Rapaz interesseiro e mentiroso.Eu perdi o meu tempo(e paciência) mas o que mais me chateia é não ter percebido os sinais do meu cão.O Simão não gostava dele!Os animais percebem muito bem as pessoas e quando não gostam delas é porque elas não merecem ou não são de confiança!




Aprendi por mim a lição que o meu cão é que sabe !
Afinal tenho um anjo da guarda!

Tuesday, March 18, 2008

sonhar, despertar

noite.noites em que a cabeça permanece desperta. esperando o cessar fogo. depois das três, nunca antes das seis, geralmente quando os galos já cantam. dia. dias cada vez mais pesados. parar para pensar seriamente. nadar no mar, atravessar o rio, cruzar a avenida e procurar outro lugar. escuro.nenhum buraco é suficientemente largo para me esconder por muito pequena que seja.um corpo inteiro. porque quando a barriga doi, as pernas tremem, as mãos suam, os olhos ardem e a garganta consegue abafar os gritos, torna-se impossível dormir. quem dera sonhar, quem dera despertar.

Sunday, March 16, 2008

e lá vem mais uma 2ª feira

Gostava de conseguir estar aqui todos os dias. Não sei o que ando a fazer com o tempo ou o que o tempo anda a fazer comigo, mas não consigo parar todos os dias por alguns minutos que seja e passar aqui um bocadinho comigo e escrever...Pergunto me "o que andas tu a fazer??Respondo, levanto me as 7h, vou para o duche, tomo o pequeno almoço e levo o Simão à rua, chego ao parque de estacionamento junto ao metro às 8h e já não tenho lugar para estacionar o carro, sobra me o passeio, 8.30h estou no escritório, com direito a uma pausa para almoço da 13h às 14h, mais umas horas entre reuniões ou visitas a empresas, tentar sair as 18h para chegar casa às 19h e aindar dar explicações de matemática, segue se o jantar ao mesmo tempo que vejo o noticiário, o passeio do cão Simão e quando dou por mim é meia noite e eu a roncar toda torta no sofá onde me sentei para leu um bocadinho....O que é certo é que estou acordada à dezassete horas e pouco tempo dediquei a mim.Raio de vida!
Conclusão: eu trabalho demais, moro numa cidade que não gozo, leio muitíssimo pouco, não escrevo tanto como gostaria no Velas, vejo muito pouco meus amigos (alguns não vejo desde o Natal...), não descanso como devia e não assisto aos filmes que desejo.

Os fins de semana passam a correr... Como seria bom simplesmente sentar me no banco de jardim e ficar saboreando o não ter "nada" para fazer!
Mas será que ainda sei não fazer "nada"??Às vezes tenho medo que nesta cidade, cada vez mais louca, já esteja acostumada com o facto de que o tempo deixou de existir que quando me deparar com ele fique assustada, por mais que passe os meus dias atrás dele.

Espera me mais uma 2ª feira ...esmagadora!(Desculpem o desabafo.)

Boa semana! (esta mais curta...Yes!)

Wednesday, March 12, 2008

o tom

a suavidade do tempo


ou mesmo do contratempo.


mãos que dedilham,


em busca de sonoridade.


Acordes da vida,


harmonia.


música...


claves muitas,


mas quantas notas se perdem,


ao toque mais suave,


fazendo descobrir e sentir


tons que arrepiam.


Oiço,

sons


sempre em consonância com o tempo...


certo.


compassos, bemóis...
vibratos e sustenidos.


por vezes,
pausas


na dissonância


em que perco o tom.


versos em fios submersos


na ascensão


das notas dadas em tantas noites.


e

na partitura da saudade


o meu alento


é o ritmo que me embala.


busca diária

da
melodia distante


presente nos sonhos,


na musicalidade de novamente


me encontrar no tom!

Monday, March 10, 2008

Queres vir comigo?

Nascemos no mar, mas a dada altura somos lançados num aquário, muitas vezes sem nos darmos conta disso. A minha água vai se misturando aos poucos com a tua e quando percebemos não vemos mais nada.Toda aquele imensidão de água com seus inúmeros caminhos.
Onde todos os peixinhos que nadavam comigo e contigo sem se preocuparem com os tubarões? Ou será que não sabiam que os taburões existiam?? Onde estão os peixinhos que nos ajudavam a escapar da rede, a rede que é sempre lançada pelos que se julgam mais espertos? Seja no mar ou no aquário, a rede vem, presa a uma mão, louca para nos pescar. No mar é mais fácil mas no aquário somos menores para dela fugir.
Se eu ainda fosse um peixinho e me lembrasse como nadar, saltava do aquário e atirava me ao mar!


Queres vir comigo? Todos! Creio que ainda podemos.

Wednesday, March 05, 2008


sou eu.sou eu a que se perdeu.ausente mas sempre aqui.aparentemente presente. não sou eu a que me veem.mas a sombra, o esboço, o rastro.ou talvez apenas um reflexo nas aguas de março. da que fui quando a primavera era ainda uma provavel e longinqua possibilidade.a espera da esperança.passa vagarosamente em rio de ilusões.a minha mente é uma nuvem clara. mar azul.ave rara.voar!voar!bem aqui junto a mim.

Sunday, March 02, 2008

não sei

não sei
eu não sei
onde está o meu princípio
não sei
onde está o meu fim
eu não sei
onde começo a ser eu
em contrapartida
eu sei
que me vejo todos os dias ao espelho
e que este reflete uma imagem desconhecida
mas tão parecida comigo mesma
parece tão fácil
não sei

Friday, February 29, 2008

O mar, o cacto, o sol, os pombos

"...De algumas oiço-lhes a voz. Olá a todos, deixem-se estar aí. Embora finja que não, necessito tanto de companhia. Um estar aí que é já muito. E daqui a nada noite e eu dissolvido nela. Dissolvido nela. Até não me ficar nem uma ideia de quem sou. Cavalheiro sem carta de ligeiros e pesados procura senhora nas mesmas condições, quer dizer sem uma ideia de quem é. Se abrir a torneira ouvirei o ruído do mar? Em pequeno, na cama, as ondas chegavam até mim, uma após outra, misturadas com o vento nos pinheiros e o imenso mistério da vida. Escutava-as na certeza de ser feliz e eterno. Amanhecia e o mar calava-se. Via-o da janela no mesmo sítio, em silêncio, ele que no escuro encostava a cabeça aos caixilhos para me ver dormir e me seguia com aqueles olhos que o mar tem, ao mesmo tempo zangados e cheios de lágrimas e, no corredor da casa, os passos da insónia, tac, tac, tac. .."

"...Agarra-te ao teu fiozinho de esperança, experimenta. Começa a preparar a mão, coisa que contigo leva tempo. Tenta que aquilo que existe em qualquer parte tua caminhe na direcção certa onde as palavras te esperam, adormecidas. Acorda-as devagarinho, não escutes os passos da insónia, tac, tac, tac, no corredor. Tens 10 anos, 20 anos, tens todas as idades ao mesmo tempo, estás cheio de medo mas começa. O mar, o cacto, o sol, os pombos."

[António Lobo Antunes -Agora que já pouco te falta]
BFS

Wednesday, February 27, 2008

ilusão


ser fogo quando quando se quer ser água,
ser gélido quando se quer ser incandescente,
ser nascente quando se quer ser poente
cuidado, muito cuidado
que representar é uma forma de se iludir a vida
e de ilusão, pouco se vive.