Wednesday, September 10, 2008

eu sei

Eu sei
Eu sei que vivo e
porque sei que vivo
acredito.

Eu sei
Eu sei que tenho medo do escuro e
porque sei que tenho medo do escuro
apaguei as luzes.

Eu sei

Eu sei que existem farsas e
porque sei que existem farsas
luto.

Eu sei
Eu sei que sabia e
porque sei que sabia
não sabia de nada.

Eu sei
Eu sei que vou morrer e
porque sei que vou morrer
desprezo os abismos.


Saturday, September 06, 2008

gostava de ver para lá do que os meus olhos vêem. gostava de sentir a cor das almas.
de ter em mim uma janela com vista para dentro. toda branca e infinita para colorir e montanhas de guaches faber-castell novinhos em folha. pintar uma aguarela leve como o amor.

e o amor?passa o seu fôlego sobre o nada.a este sopro fez do nada o verbo amar.liberte-se o amor.que não fique apenas o verbo.permaneçam os sorrisos livres.o amor não se preocupa com os muros que o abrigam nem com os abanões de quem o fez tremer .sabe-se ventura.surpreende o mundo novo.e prossegue como se fosse o único. sem palavras.





Nao importa o que se ama.
Importa a matéria desse amor.
As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor. As palavras são um principio - nem sequer o principio. Porque no amor os principios, os meios, os fins são apenas fragmentos de uma historia que continua para la dela, antes e depois do sangue breve de uma vida. Tudo serve a essa obsessão de verdade a que chamamos amor. O sujo, a luz, o espero, o macio, a falha, a persistencia.
[Ines Pedrosa]

Wednesday, September 03, 2008

antes que me gritem, grito eu!

olhos nos olhos.um brilho a queimar a alma.sem palavras.intensos instantes acontecem.tantas e tantas vezes a morder o lábio.como quem faz dele culpado dos meus males. até que dou conta de que tenho desejos.ao sentir o sangue quente na lingua.
sei o que quero.ver a lua transformar se em sol.ardente.à meia noite.e acreditar que tudo é verdade.
dizem me que é loucura sentir o que sinto.
mas não, loucura é nada sentir.


antes que me gritem
vozes
grito eu!

Monday, September 01, 2008

wake me up when september ends


é setembro
a luz é sorriso
e a chuva choro

Friday, August 29, 2008

o homem

O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que ganhando o mundo, conseguirá ganhar-se a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece o seu nome.[O Encontro Marcado, Fernando Sabino]

Friday, August 22, 2008

vinho tinto

Falo de vinho.Tinto.
Gosto do sabor e do tom vagoroso que impõe às conversas.Do descompasso que confere ao andar, do bafo quente na boca e dos impulsos lentos que me provoca no coração.
Gosto da cor.Rubra no copo e rosa nas bochechas.Gosto do salivar que me leva a viajar no torpor lucido do despudor.
Gosto da companhia.Calada, forte, amarga e viril.Não cria barreiras, não impõe limites, não faz frio, cria calor e faz rodopiar sem sair do lugar.Um voar sem levantar os pés do chão.
Falo de vinho.Tinto.
Gosto do vinho e o vinho gosta de mim.Um prazer bom mesmo que feito a um.
"o vinho é poesia engarrafada."
Robert Louis Stevenson

Thursday, August 14, 2008

lost


PERDI-ME dentro de mim porque eu era labirinto e hoje quando me sinto, é com saudades de mim ... [Mário de Sá Carneiro]


um dia
vou sem destino
para ver

o fim desta estrada
de rotas

rôtas.


e então
sem nome,

poderei chorar
em silêncio
as palavras
que não foram ditas.
explosão
rebelde contra o
esquecimento.

Sunday, August 10, 2008

sonhos

há sempre sonhos


voar.


vida


há sempre vida


ilusão.


desejo


há sempre desejo


atrevimento.


pego na caixa de tintas


aponto o azul


para me colorir.

Thursday, August 07, 2008

as mulheres têm fios desligados


Está cá tudo escritinho nesta magnifica crónica! Será assim tão dificil dizer:
Já não gosto de ti?
Ou será realmente muito mais fácil manter falsas expectativas e ser desonesto, ao dizer:
Preciso de tempo?
Uma certeza porém...
Merecemos sempre melhor que alguém que não gosta de nós.

Tuesday, August 05, 2008

Intervalo

Achei piada a este Intervalo! É dos Per7ume, um projecto musical de alguns ex-membros dos Ornatos Violeta e dos Blunder.Aqui vai a musica com a participação do Rui Veloso!







Vida em câmara lenta
8 ou 80
Sinto que vou emergir
Já sei de cor
Todas as canções de amor
Para à conquista partir

Diz que tenho sal
Não me deixes mal
Não me deixes

No livro que eu não li
No filme que eu não vi
Na foto onde eu não entrei
Notícia do jornal
O quadro minimal
Sou eu

Vida à média rés
Levanta os pés
Não vás em futebóis
Apesar do intervalo
Que é quando eu falo
Para não me incomodar

Diz que tenho sal
Não me deixes mal
Não me deixes

No livro que eu não li
No filme que eu não vi
Na foto onde eu não entrei
Notícia do jornal
O quadro minimal
Sou eu

Não me deixes
Na história que não terminou
Não me deixes

No livro que eu não li
No filme que eu não vi
Na foto onde eu não entrei
Notícia do jornal
O quadro minimal
Sou eu

Wednesday, July 30, 2008

"A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias. Cada coisa é o que é, e é difícil explicar a alguém quanto isso me integra, quanto isso me basta. Basta existir para ser completo." [Alberto Caeiro]

abro


abro aspas


e a loucura entra em mim
e nunca


nunca mais as fecharei
nunca mais.

Friday, July 25, 2008


de madrugada acordei.não sei se o silencio se o agitar do meu corpo.

procurei um lapis.um papel.

tentei coordenar ideias gigantes.deconexas.

roubar palavras.colorir pensamentos.

da minha insonia tentei fazer um rascunho...não consegui.

nasci assim.

para dizer o que sinto.mesmo quando não sinto.

sem dedos apontados.

dizer o que penso.sem medos.sem culpas.

transcrever sentidos.afagar entrelinhas.

um ponto final é sempre um ponto final.

uma virgula em mim não faz muito sentido.

Monday, July 21, 2008

quero
simplicidade.um aceno.um até logo.um beijo.o rosto corado.um abraço apertado.o sabor de um desejo.quero qualquer coisa.assim.tão coisa nenhuma.saltar o chão que piso sem cair nas indecisões ou tropeçar nas filosofias.uma vontade louca de correr.para mim.

quero
olhar sempre em frente.sem esquecer o que lá está atrás.porque sou capaz. por muito indecente que seja.ser repetitiva.nas palavras.dizer o que simplesmente quero.(re)buscar rimas.alternativas.cantar.versos pincelados de amarelo.

quero

um dia simples.

Friday, July 18, 2008

Tuesday, July 15, 2008

para mim

Havia um gajo
Anormal como os outros
Monthy?
Não sei.
Seria o seu nome?
Não sei.
Vendia prazer?
Não sei nada.
Alugava uma casa.
Também não sei.Nada.
Ajudava à arte que queria
Plantava coentros
Não sei se os fumava
Mas voava
Sobre o ar quente .
Com uma vela
Rumo a oriente

Quando era mais fácil o ocidente
E por ele víamos
Africa.
À noite tínhamos vacas voadoras
Ruminantes a descolar
Rastejantes a aplaudir
Uma osga clara na parede branca a assistir
Era assim
Simples
Existir
E lá está.

Saturday, July 12, 2008

simplesmente um poema lindo(12.07.1990-17.10.2004)

lembra-te
que todos os momentos

que nos coroaram
todas as estradas


radiosas que abrimos
irão achando sem fim

seu ansioso lugar
seu botão de florir



o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa



não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro

vividos.


[Mário Cesariny]

Monday, July 07, 2008


escadas.hoje não consegui descer as escadas. parei. a metade parei e sentei me no degrau. simplesmente não conseguia.deixava me cair. fiquei a olhar o nada e a pensar na minha vida.na vida dos outros.nos males do mundo. nas alegrias do coração.e fiz me tantas perguntas..... de facto o mundo dá muitas voltas, afinal não para de girar.um pensamento recorrente. o que acontece enquanto o mundo dá voltas e voltas e se continua a andar em linha recta??? sim, porque é assim que eu ando. em linha recta. sem ficar parada. tempo depois, conclusões definidas e cabeça erguida consegui me levantar e continuar a descer as escadas. e quando estava quase no fim percebi que não era para descer. eu precisava era de subir novamente os degraus. porque é de cima que se vê a vida.se assiste as melhores partes do espectáculo. em linha recta.só assim se pode ver a beleza da vida....

Friday, July 04, 2008



Disse te
Morde,
Sim, morde me!
Enquanto há tempo.
Enquanto há sangue
Quando acabar, acabou.
Agora eu pulso, pulso e pulso.
A vida transborda
E eu bebo a liquida.
Beijo o asfalto e
Sorrio com a cara toda.
Grito
Leva me daqui!
Quero comer o silêncio!

Tuesday, July 01, 2008

cor de dentro

só sinto, não compreendo.
sinto o calor do sol
fecho os olhos e sinto o gosto.
ser livre e voar no azul do céu
sem me prender aos preceitos do mundo.
de instantes…
de momentos…
de loucuras...
de recordações.
ousei
deliciar-me com as minhas sensações...
multipliquei-me
em sentir
extravasei...
diluí me.
da janela infinita de mar
arrisquei
pintar os céus
com os meus sonhos azuis.
e enquanto o dia
se vestia de noite,
as chamas devoravam-me.

Parabéns Sportingggggggggggggggggg!!!!!!!!!!!!


Wednesday, June 25, 2008

On me dit que le destin se monque bien de nous
Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout
Paraît qu'le bonheur est à portée de main
Alors on tend la main et on se retrouve fou...

[Carla Bruni / Léos Carax]
eu sou o céu e o inferno também. uma dose diária de cada um. tento dosear....
tento! passam as horas... e nada. vida pacata. talvez. a rotina. cheia de ansiedade. uma pitada de ternura.outra de medo.
o ano está a meio mas eu sinto o no fim.mas siga.a cada dia um pouco mais, até a exaustão.no meu passo. compasso. um dia. depois outro e outro dia e outro e outro...
dias que são mais difíceis.outros que se pintam de amarelo.
um dia de cada vez. não vá meter os pés pelas mãos. todos os cuidados que mundo me diz que devo ter. servem para? gostaria de acreditar que tudo se pode levar com calma. mas também acredito que calma atrapalha o movimento dos sentimentos. dos desejos. e das vontades. dualidades. todos os dias gostava de ter pequenas vontades. um dia uma.outro dia outra e assim por diante. se tudo correr bem, igual a optimo! se não, valeu a pena tentar.

Tuesday, June 24, 2008

maus feitios, stressados e refilões!

Não precisa de apresentação...todos o conhecem.O Simão, um fox terrier com muito estilo!
Engraçado, um dia disse me um amigo que animais de companhia e donos ficam parecidos com o passar dos tempos...
Verdade, verdadinha!
No domingo, o Simão foi atacado por um perdigueiro, sem trela, na rua.O cão abocanhou lhe o pescoço mas o Simão não se ficou, rosnou e abanou fortemente a cabeça diversas vezes conseguindo soltar se dele! Eu, além de aflita, refilava com o dono do cão que se desculpava e lá o conseguiu controlar. O Simão refilava também com o outro, ladrava descontroladamente, completamente passado, mas não baixava os braços, isto é, as patas!Não fosse o pêlo e tinha sido mordido!(ainda bem que só 5ªfeira é que vai à tosquia.)
Quando cheguei a casa, a frase do meu amigo não me saia da cabeça.
Eu e o Simão somos parecidos.Temos mau feitio, somos uns stressados e refilões!
O Simão tem pouco a aprender comigo mas eu continuo a precisar de aprender com o meu cão a não ter medo.

Thursday, June 19, 2008

palavras.silencios.os silêncios das palavras.o culto. nem sempre pronuncio encantos.vivo de desassossegos e de intervalos de pronuncios. tenho menos do que imagino. muito mais do que muitos. não gosto de distâncias.detesto a censura dos pensamentos.gostaria de apertar na minha mão os meus sonhos. não libertar. memórias, lembranças e saudades, um oscilar de incertezas e alegrias. um universo em que permaneço imóvel. pés retidos no passado, mãos lançadas no futuro.Hoje é quinta,amanhã é sexta.
um dia,
terei a certeza
que as danças da vida não foram em vão
e então
nua e crua
entregarei minha alma ao diabo...

Monday, June 16, 2008

talvez poucos me conheçam


talvez poucos me conheçam.mas muitos não me percebem.só me conto e só me mostro a muito poucos. não escolho o momento de me mostrar. não controlo muitas coisas. explicam se assim as mudanças de humor. mas não sou acida. o sorriso e o choro. um cansaço que quase sempre me estafa muito. e uma ansiedade que me mata... não sei o porque. entrego me muito menos ao mundo.


sentimentos abafados. vejo os padrões repetirem se. sei que nunca terei todas as respostas e também nem quero. sei que existem motivos para as minhas neuras. sou atenta mas não calada. nem o mundo todo tem interesse por mim.o meu interesse é selectivo como uma protecção. estou mais eu do que quero e menos eu do que era antes.preciso de mudança. entendo que preciso de ter paciência.


às vezes parece que o meu cerebro pára. existem momentos em que uma espécie de paralisia toma conta de mim e não sei como sair dela. a resposta sou eu que a tenho que encontrar. o processo de mudança é lento mas sei que existe. preciso de respeitar o meu tempo. de aprender a não deixa lo passar em vão.preciso de respeitar os meus limites e ultrapassar outros. entendo que o que preciso na vida é de simplicidade.

Saturday, June 14, 2008

Thursday, June 12, 2008


olho me.
da vela
sinto a luz tremer de espanto.

como um grito,
devagar a cera torna-se frágil, macia e morna
e a pequena luz pede mais tempo.
dança,
brilhante a sua eterna luz.
sopro suavemente a chama,
que se debate e resiste.
só o aroma
só um sopro
de um fôlego só!

a vela

feita de suspiros e sabores,
aroma de alma feita de inquietação e desassossego.
papel de seda que embrulha os afectos da minha pele

e enfeites de sorrisos com um laço invisível de luz.

sinfonias e melodias,
sabores musicais
vibráteis.

sabores novos,
cada dia uma palete clara de sabores doces e amargos,
aromas e cores de sabores feitos de metáforas.
há sabores novos em cada dia
em mim.

Sunday, June 08, 2008

alegrias e tristezas
o caminho
uma companhia
cheia de devaneios.
perco me sem sair do lugar
e isso alucina me.
não acompanhar
as minhas divagações
confundem me as recordações.
querer sair
sem voltar
sem saber onde estar.
quebrar ciclos
terminar com as alucinações.
ir
mesmo que em outras circunstâncias
não fique a lembrança
apenas a confiança
de que um dia irei voltar.



algumas coisas devem ficar apenas na memória
enquanto esta for um bom lugar.
depois, que se percam.
é inútil tentar salvar qualquer coisa que seja.
está morto.
os pensamentos não precisam de enterros.
precisam existir e depois partir.

Friday, June 06, 2008

somos todos escorpiões?

às vezes durmo um sono profundo, como um sedativo de mim mesma, esperando um grande estrondo para despertar. quem sabe uma trovoada seca, que se ouve parecendo que a própria Natureza explode a sua raiva no céu fazendo os corpos estremecerem na terra. um misto de medo e alívio porque sei que estrondo não vai durar mais do que um instante.as grandes catástrofes são como uma espécie de percalços que a vida me apresenta: começam e terminam numa questão de segundos e soltam sobre mim toda a ira e me lançam ao chão, como se todo o meu mundo precisa se de ser reconstruído.

a vida continua a exigir acção.movimento.não adianta querer que o planeta não gire enquanto não conseguir encontrar o meu caminho.os meus pedaços perdidos como um quebra-cabeças são o meu eu ou que já fui.ao ver que as peças são muitas até posso não saber por onde começar mas sei que o farei.aprendi que não me adianta entregar tudo.

vou continuar a dormir, fechar os olhos com força e criar um novo mundo, onde é permitido colorir a cores, a jogar com a realidade, a lançar perfume, a mostrar a verdade e a razão, a não mascarar o feio e a fazer voar a consciência.e quando o despertador insistir em tocar vou atirá lo o mais longe possível, com a mesma força que gostaria de arremessar alguns dos meus problemas.se calhar já sonhei de mais, a trovoada barulhenta despertou me, parecendo que o sol enfeita, sem ter perdido o poder de aquecer.

talvez seja altura de sair de trás do muro, que protege mas não deixa viver, que esconde, e abrir bem os meus olhos mesmo sabendo que eles a princípio rejeitarão a claridade por não estarem habituados a ela.


Parábola do escorpião e do sapo:

O escorpião queria atravessar o rio, mas tinha medo de se afogar. Pediu que o sapo o levasse.
O sapo respondeu: Eu, não. Você pode ferrar e matar me.
O escorpião discordou: É claro que não! Imagine. Se você morrer, nos afogamos os dois.
O sapo acreditou. Fazia sentido. Então colocou o escorpião nas costas e começou a atravessar o rio. Antes do final, sentiu a ferroada.
Enquanto os dois se afogavam, ainda perguntou: Mas escorpião, porque fizeste isto, mesmo sabendo que ias morrer???
É a minha natureza - respondeu o escorpião, antes de descer para as profundezas.


somos todos escorpiões? ou não?será impossivel lutarmos contra a nossa natureza , contra um padrão que repetimos a vida inteira, mesmo sabendo que não é o correcto ou que não nos vai ajudar em nada? ou uma das coisas boas do ser humano é poder romper esse padrão?

Tuesday, June 03, 2008

és tu primavera??



flutuam
bolhas verdes flutuam.
nas mãos
o som
do tic tac do relógio.
enquanto procuro
descobrir por quantas ruas terei de passar
até esbarrar na tua sombra...
tua??
uma forma de saber
se estou perdida
na estação...
estação?
perdida?
és tu primavera?
eu.....
à espera...

Sunday, June 01, 2008


"...A gente vai lá e ama sem legenda, sem tecla SAP, sem dicionário. O importante não é a roupa da moda, mas o beijo de entrega. Não interessam as bobaginhas de butique, mas a maneira de abraçar.Olhar vale mais do que mil conversas.Uma conversa vale por uma noite de amor..."
Maurício Cintrão

Thursday, May 29, 2008

Monday, May 26, 2008

o grito

não sei.


sem que percebesse esvai me.


Como as cores que desbotam,


as nuvens mutantes


ou um corpo seco.


a minha mão escapou aos meus dedos


a cruel distância


das horas no tempo.


o que foi eterno em mim


perdeu-se numa esquina


das que a vida tem.ocultas.




quanto tempo? até descobrir que não me conformo.

eu quero. alguma coisa que permaneça mesmo que tenha fim.
como um sorriso sincero ou uma dor profunda.

Saturday, May 24, 2008

Wednesday, May 21, 2008

desafio 6 palavras

dias em que o cansaço vence até as ondas,
e então o azul do mar fica mais tranquilo.


A Maria desafiou me para brincar com 6 palavras!Eu convido a um mergulho de espuma os amigos:


Red



Maariah


PavlovDoorman
fatima



Xanax


Teresa Durães


rjl

Sunday, May 18, 2008

pernas-depilar ou rapar...

um retrato do passado.sei que vi algum.talvez opine. equivoco do que não vivi.talvez até pense.sorri ao ver a minha substância.desdenhosa índole rebelde e calma.direi, ao menos a mim:
subi os degraus de uma casa solitária.provei das bebidas mais alcoolicas.misturei-me mel com pimenta. duvidoso...prazer!

fugir dizem é uma arte. pois eu não sou artista.desci as escadas.a porta, fechada, as pessoas na porta.a porta aberta e eu não tinha descido escada nenhuma.abro um livro que abandono.deixo partir sem sair.passar.correr .tudo foge e eu inerte.dispersar. retirar.esconder.desaparecer.cair. o fugitivo é desertor.um traidor.a porta abre-se.a campainha toca.eu não fujo.o sorriso pode não ter graça: mas é meu!
o crime e o castigo.a vida será sempre assim.procurarei morrer sorrindo de uma beleza que espero conceber na lealdade comigo própria e com os que me rodeiam. mas sei que no mundo haverá sempre os que depilam e os que rapam as pernas.


Thursday, May 15, 2008

A a Z



All Stars.os meus tennis preferidos



Bolo de bolacha.



Cor.a minha preferida é o amarelo



Doidos.uma espécie de atracção



Espanhol.Cinema espanhol.



Feitio.Mau feitio ou personalidade forte



Garrafa de tinto.



Hoje.viver um dia de cada vez.



I….do meu nome.



Kill Bill.



João, o meu irmão.



Livros. muitos e muitos.
Musica.uma companhia perfeita.



N é a décima quarta letra do alfabeto.



Olhos.espelho da alma.



Planície alentejana.
Quarto; o meu em dois tons de azul.



Rádio Macau.
Simão
. o meu cão.



Taj Mahal...porque deve ser lindo.



U2. a melhor banda do mundo.



Verão azul.

Warhol, Andy



Xi coração.



Zooropa(não me lembro de mais nada).

Wednesday, May 14, 2008


Eu não sou eu nem sou o outro,

sou qualquer coisa de intermédio:

pilar da ponte de tédio

que vai de mim para o Outro.
Mário de Sá-Carneiro

Sunday, May 11, 2008

o mundo pelo avesso


hoje...pensei no tempo.esse ser, sem espaço, sem dimensão mas que prende como uma teia de memórias distantes.épocas que se viraram.algumas com saudades.outras não.às vezes não sei em que momento estou: agora, ontem, sempre, amanhã, qualquer dia.sem certezas.perco me na imaginação e viajo para um qualquer lugar. aquele lugar, onde tudo está desenhado de forma perfeita.

todos os dias há uma noite lá fora. perigosa e cintilante.uma noite enredada nela mesma, negra e inquieta.com chuva, sem estrelas e com o ar demasiado gelado para este tempo de Primavera.mas existe também uma noite aqui dentro. no coração.silenciosa e solitária...

quero mudar de vida. em vinte e quatro horas. dormir triste e acordar alegre. quero um telefonema que arrepie e me tire a voz.um e-mail que me faça ficar sem as palavras. quero esperar por algo, mesmo que não chegue nunca. não sei para onde é o caminho mas sigo a caminhada. sem ter para onde, sem ter porque.será importante saber?!. não sei.sei que não quero o fim nem o começo quero o mundo pelo avesso.

Monday, May 05, 2008

faz parte

algum dia dou conta.conta do que queria há tanto tempo, os planos,os desejos e os sonhos mirabolantes... algum dia dou conta.conta de que não é por aí. faz parte.se calhar é isso. não existem a soluções mágicas para a vida. e seria bom saber? não.absolutamente.claro que não.faz parte. dar tudo e não pedir nada em troca. e acreditar que um dia, o mundo para e percebe. algum dia dou conta.que não.o mundo não percebe. só cobra mais.talvez aí pare de querer mudar o mundo. entre a vida valer ou não a pena existem poucas coisas. é preciso estar no meio da tempestade para tê-las. dói e deixa marcas, mas faz parte. e assim se vai fazendo o caminho. e está tudo bem.trilhar caminhos de um outro mundo. pensamentos convergentes.como pedir aquilo que posso dar e me é dado aquilo de que preciso. eu tenho.tu tens. e vamos ser aquilo que somos capazes de dividir. a inquietação do que ainda não vivemos. o calor de tudo o que tenho agora.as incertezas do sentimento. faz parte.

Saturday, May 03, 2008

este poema diz muito de mim

Não parti, mas já não sei voltar.
Ando às voltas a esquecer quem sou.
Bebo a noite até o Sol chegar.
Ele sempre me encontrou.
Só o Amor me faz correr.
Só o Amor me faz ficar.
Só o Amor me faz perder.
Só o Amor me faz querer mais.
Não sei viver sem ter de viver.
O que me dão já não sei gostar.
Não se perde o que não se quer ter.
Cada vez mais sem esperar.
E se for a primeira vez, que os teus dedo
tocam a luz da manhã.
Dá-me a tua mão.
Respira o ar do dia.
Talvez nada mais.
[Acordar- Radio Macau]
Recebi este selo de amizade da Su que me oferece o seu XanaX todos os dias e ao qual agradeço a companhia, as palavras, os momentos e claro a amizade atribuida.Este selo é uma corrente da blogosfera e já que passou por mim irei dar continuidade e que consiste em copiares o selo aqui no blog ( ou no Gospel Gifs http :/ gospel-gifs.zip.net ), nomeares 10 blogs amigos e visitares cada um deles a avisar da nomeação. [Se foste nomeado por alguém, passas adiante e visitas os outros nove blogs que foram nomeados contigo]Mas importante, importante mesmo é selares os teus amigos com amizade. Eu vou mudar isto aqui um bocadinho, e como quem conta um conto lhe acrescenta um ponto, vou selar 11!

RED

Wednesday, April 30, 2008

Para o bem ou para o mal!

Para o bem ou para o mal!Há coisas que não passam. Umas ficam guardadas, no fundo de um bau, como peças de roupa que nunca saem de moda e que caem sempre bem. Afectos, que passaram a lembranças, como aquela camisola velhinha mas com a qual fico sempre quente e protegida, quer esteja mais magra ou gorda.Mesmo os amores que um dia me fizeram chorar, aos poucos se tornaram um eterno pedaço de mim que não acaba mas que se renova com um outro amor.Tantas vezes penso encerrar a minha própria memória mas basta uma palavra que seja para me fazer correr na direcção de um passado que, bem guardado, jamais se esgota.No entanto,certas imagens teimam em sair dos álbuns de fotografias para me atormentar. Mas a minha sorte é que certos olhares nunca couberam nas fotos. Transbordavam deles, dissolvendo se no papel sem deixar vestígios.

Queria ter certezas. Loucas, incompreensíveis. Certezas que ninguém pudesse compreender, ou aceitar. Certezas mutantes que durassem apenas um segundo. Certezas que não se poderiam parecer com certezas.Certezas que para muitos não seriam certas para serem minimamente levadas a sério. Mas que ainda assim me dariam a calma e segurança da ausência de dúvidas, do não hesitar, do não precisar decidir - apenas seguir em frente. Certezas que não fossem certas demais. Apenas o suficiente para que eu pudesse crer. Para o bem ou para o mal!

Monday, April 28, 2008

coisas da MiUdA

Desafio da Miuda aceite!


Qualidades- Temosia

Defeitos- Teimosia

Gostos- Cheiros, cores e sentires.

Não passo- Sem algumas pessoas.

Detesto- Mesquinhez e Inveja.

Família- Amores.

Homem-2.O pai e o meu irmão.

Mulher- A Mãe.

Sorriso- Todos aqueles que são sinceros.

Perfume- A oriente.

Carro- Dualidade.Às vezes penso que é necessario outras nem tanto…

Paixão- O meu cão.

Amor- Fogo que arde sem se ver.

Olhos- Castanhos e brilhantes.

Sal- Mar.

Chuva- Sol.

Mar- Calmo ou revolto.Um bom mergulho.

Livro- Cem anos de Solidão de Gabriel García Márquez

Filmes- Tantos, tantos…Cinema Paraíso, Filadelfia, Má educação.

Música- One U2.

Dinheiro- Contas e mais contas…

Silêncio- O meu.

Solidão- Presente.

Flor- Margarida.

Sinceridade- Sempre.

Sonhos- As vezes esqueço me de sonhar….

Cidade- Lisboa.

País- Pois não sei…Conheço alguns mas não escolho nenhum.

Eu tenho esperança de um dia ser muito feliz.

Nunca vou deixar de ser quem sou!